por Agência R2F | set 25, 2017 | Cartografia, Geoprocessamento, Imagens de Satélite, Planejamento Territorial, Sensoriamento Remoto, Sustentabilidade Ambiental
Focos de incêndio em setembro já superam em 52% o mesmo período do ano passado. Clima mais seco não pode ser apontado como causa deste aumento, diz especialista. O Brasil está em queimando, literalmente. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, o país registrou, nesta sexta-feira (22), 185.002 focos de incêndio, 52% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, e 2.979 focos a mais do que dois dias atrás.
O fogo atinge todos os biomas brasileiros, de acordo com os dez satélites que monitoram as queimadas no país, mas se concentram na Amazônia, com 43,4% dos focos de incêndio, seguida pelo Cerrado, com 39,6%; e pela Mata Atlântica, com 10,6%.
As queimadas também não poupam as Unidades de Conservação (UC). A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, é a UC com mais focos de incêndio do país. O mesmo acontece com Bacurizinho, no Maranhão, a Terra Indígena brasileira com mais queimadas do Brasil.

Focos de inciêndio na Flona do Jamanxim
Não por coincidência, os municípios que mais pegam fogo atualmente são do Maranhão: Grajaú e do Acre: Brasileia. Em números absolutos, no entanto, o ranking do fogo nacional é liderado pelo Pará, com 40.228 focos de incêndio; seguido pelo Mato Grosso, com 34.705; e pelo Maranhão, com 20.348. O Pará é também o estado que mais aumentou o foco de incêndios em relação a si mesmo: 233% em relação ao mesmo período do ano passado; seguido por Maranhão (93%); e São Paulo (76%).
Mas qual é a causa real destes incêndios, que destroem a biodiversidade, causam inúmeras doenças respiratórias e liberam para a atmosfera uma grande quantidade de gases de efeito estufa? De acordo com o coordenador do Programa de Queimadas e Incêndios do Inpe, Alberto Setzer, é totalmente errado atribuir a causa do fogo ao clima seco ou a causas naturais. “Raios e fenômenos espontâneos são responsáveis por, no máximo, 1% dos focos de incêndio registrados”, disse. “A baixa umidade do ar apenas cria condições favoráveis aos incêndios, mas é a ação humana que causa a queimada”, afirmou Setzer.
Segundo o pesquisador, até aquele descuido “acidental” não pode ser considerado uma causa comum das queimadas. “Não é a bituca de cigarro que bota fogo na floresta, o caco de vidro ou a latinha de alumínio expostos ao sol; em geral é alguém botando fogo mesmo”, disse.
Setzer lembra que as queimadas são precursoras do plantio de grãos e fazem parte do ciclo de expansão da fronteira agrícola. Elas normalmente sucedem o corte raso da floresta e fazem parte do processo de posse ilegal de terras públicas. “Limpar” a terra, como se sabe, é o primeiro passo para forjar algum vínculo com o espaço que se deseja ocupar.
Especialistas dizem que 2017 tem grandes chances de se tornar o ano com mais queimadas das últimas duas décadas. Os focos de incêndio são, também, o prenúncio de uma taxa de desmatamento que deve se mostrar tão elevada quanto em 2016, e de uma taxa de emissão de gases bem acima do nosso compromisso com o planeta.
Fonte: http://www.observatoriodoclima.eco.br/um-pais-em-chamas/
por | set 18, 2017 | Cartografia, Geoprocessamento, Imagens de Satélite, Sensoriamento Remoto
O satélite sino-brasileiro de recursos terrestres Cbers-4A deverá ser lançado em 2019 na China disse nesta semana, em Pequim, o vice-presidente executivo da China Great Wall Industry Corporation (CGWIC), Fu Zhiheng. A empresa estatal é responsável pelo serviço de lançamento do equipamento de sensoriamento remoto produzido em parceria pelo Brasil e o país asiático.
O sexto satélite do Programa Cbers (sigla em inglês para China-Brazil Earth Resources Satellite) está sendo desenvolvido em conjunto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e a China Academy of Space Technology (Cast).
Segundo o Inpe, o Cbers-4A garantirá a continuidade do fornecimento de imagens de satélite para diversas aplicações como monitorar o meio ambiente por meio da verificação de desmatamentos e de desastres naturais, da expansão da agricultura e das cidades, entre outras aplicações. O Cbers-4 foi lançado em dezembro de 2014 e continua em operação.
O Programa Cbers começou em 1988 e permitiu a produção de um sistema completo de sensoriamento remoto (espacial e terrestre) para fornecimento de imagens de satélite a ambos os países. Para o executivo Fu Zhiheng, a parceria entre Brasil e China no Cbers representa uma cooperação de “êxito”.
Segundo o gerente-geral adjunto da Divisão das Américas da CGWIC, Chen Kai, o Brasil é um dos sócios mais importantes da China no setor aeroespacial ao lembrar que o primeiro satélite conjunto foi lançado em 1999. “O Programa Cbers se converteu em um projeto exemplar da cooperação Sul-Sul em termos de alta tecnologia e um dos pilares da parceria estratégica entre Brasil e China”.
Foram lançados com sucesso o Cbers-1 (1999), Cbers-2 (2003) e Cbers-2B (2007). O Cbers-3 teve uma falha ocorrida no lançamento em dezembro de 2013. Acesse o site http://www.dgi.inpe.br/CDSR/ para baixar imagens do catálogo Cbers.
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-09/satelite-sino-brasileiro-cbers-4a-deve-ser-lancado-em-2019-diz-executivo
A TecTerra tem expertise na comercialização de Imagens de Satélite e no Processamento Digital de Imagens (PDI). Veja em nosso site os diferentes que trabalhamos ou entre em contato conosco através do telefone (31) 3071-7080 ou pelo e-mail contato@tecterra.com.br.
por Agência R2F | set 11, 2017 | Cartografia, Geoprocessamento, Imagens de Satélite, Sensoriamento Remoto
A TecTerra Geotecnologias por meio da operadora chinesa 21AT passa a comercializar as imagens dos satélites TripleSat e TH 01.

O TripleSat consiste em uma constelação composta por 3 satélites calibrados geometricamente e radiometricamente entre si. Isto permite que 3 satélites idênticos e de alta resolução (80 centímetros de resolução espacial) coletem imagens de várias partes da superfície terrestre com grande agilidade e gerem um numeroso acervo de imagens.

Órbita da constelação dos satélites TripleSat
- Lançamento: 10 de Julho de 2015
- Órbita: Heliossíncrona descendente
- Altitude: 651 km
- Número de satélite: 3 satélites
- Bandas: Pancromática 450-650 nm e Multiespectral: 440-510 nm (Azul), 510-590 nm (Verde), 600-670 nm (Vermelho) e 760-910 nm (Infravermelho próximo).
- Revisita: Diária
- Resolução Espacial: Pancromático: 80 cm e Multiespectral: 3,2 m no nadir
- Faixa de imageamento: 24 km no nadir
- Tamanho da cena: 23,4 km x 23,4 km
- Programação: Sim e com grande agilidade por contar com 3 satélites
- Estereoscopia: Sim
O outro satélite da operadora 21AT que comercializaremos é o TH 01. O TH 01 consiste em uma constelação de 3 satélites sendo que o primeiro foi lançado em Agosto de 2010. Ele gera imagens de média resolução espacial (2 metros) e também trabalha com imagens de programação e Estereoscopia.
- Lançamento: 24 de Agosto de 2010; 6 de Maio de 2012 e 26 de Outubro de 2015. Total de 3 satélites.
- Órbita: Heliossíncrona descendente
- Altitude: 500 km
- Bandas: Pancromático: 510-690 nm; Multiespectral: 430-520 nm (Azul), 520-610 nm (Verde), 610-690 nm (Vermelho) e 760-900 nm (Infravermelho próximo).
- Revisita: 5 dias
- Resolução Espacial: Pancromático: 2 m e 5m e Multiespectral: 10 m no nadir
- Faixa de imageamento: 60 km no nadir
- Tamanho da cena: 60 km x 60 km
- Programação: Sim e com grande agilidade por contar com 3 satélites
- Estereoscopia: Sim

Imagem TH-01 das ilhas de Zhoushan na China
Em breve colocaremos mais informações em nosso site sobre os satélites da operadora 21AT. Para mais informações técnicas, condições comerciais e para obter uma amostra de uma imagem de satélite entre em contato conosco através do e-mail contato@tecterra.com.br ou do telefone (31) 3071-7080.
por | ago 21, 2017 | Agronegócio, Cartografia, Geoprocessamento, Imagens de Satélite, Planejamento Territorial, Sensoriamento Remoto, Sustentabilidade Ambiental
Pesquisadores da Embrapa concluíram um diagnóstico sobre a conservação da biodiversidade do Maranhão caracterizando a área de vegetação remanescente no estado. Esses dados são fundamentais para a elaboração do Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) do estado. Os resultados identificam e quantificam as áreas de preservação e de vegetação remanescente do estado e orienta políticas públicas de preservação ambiental. O estudo usou como base o Mapa de Uso e Cobertura da Terra do Maranhão, elaborado também pela Embrapa a partir de processamento de imagens, imagens de satélite e levantamento de campo.
Os resultados estão resumidos no documento “Conservação da Biodiversidade do Estado do Maranhão: cenário atual em dados geoespaciais”.
Conforme a pesquisadora da Embrapa Luciana Spinelli, uma das autoras do estudo, para análises mais detalhadas como a qualificação desses remanescentes, há necessidade de dados complementares, como levantamentos de campo. Contudo, ela afirma que o trabalho possibilita caracterizar o cenário atual da conservação da biodiversidade, orientando discussões sobre a integridade das unidades de conservação e a implementação de corredores ecológicos.
Os resultados também embasaram a definição das zonas ecológico-econômicas do estado do Maranhão e auxiliam a regulamentação da Lei Estadual nº 10.316 de 17 de setembro de 2015, que institui o Macrozoneamento Ecológico-Econômico do estado do Maranhão.
Os dados produzidos mostram que os biomas Cerrado (64% do estado), Amazônia (35%) e Caatinga (1%) compõem um mosaico de paisagens ricas em biodiversidade. “Com base na análise integrada de informações sobre as regiões fitoecológicas (por tipos de vegetação), biomas, unidades de conservação e áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, identificamos que 76% do estado do Maranhão são considerados áreas de vegetação formadas, principalmente, por Vegetação Secundária (26%), Savana (23%) e Floresta Sazonal Semidecidual (13%)”, explica Luciana.
Em relação à preservação dos remanescentes, embora 19% do estado seja protegido por unidades de conservação, menos de 5% delas podem ser consideradas áreas de proteção integral e estão localizadas fora do bioma amazônico e da Amazônia Legal.
De acordo com Eugênio Araújo, pesquisador da Embrapa Meio-Norte (PI), o trabalho dos cientistas já tem contribuído para o planejamento das intervenções em áreas do estado do Maranhão. “A Secretaria Estadual de Planejamento (Seplan) realizou em 2016 a capacitação do núcleo de planejamento de todas as Secretarias do Estado para o uso do MacroZEE do Maranhão utilizando esse estudo e, além disso, recomendou que no planejamento anual dessas secretarias esses dados fossem considerados como base. Da mesma forma, usuários de informações sobre o estado do Maranhão, como investidores, planejadores e pesquisadores, passaram a contar com uma base unificada de informações, facilitando a sua atividade,” conta o pesquisador.
Indicação de novas unidades de conservação
Para Bruno Abe Saber Miguel, da Gerência de Zoneamento Ecológico-Econômico do Ministério do Meio Ambiente (MMA), os dados desse trabalho, incluídos no MacroZEE do Maranhão, possuem potencial para auxiliar na indicação de áreas prioritárias tanto para a criação de novas unidades de conservação e até como estratégia de contenção do desmatamento crescente registrado no estado, sobretudo nas áreas de Cerrado. Abe Saber acredita que o trabalho também ajudará o cumprimento dos objetivos da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, recentemente instituída pelo decreto 8.972/2017.
A pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente explica que a integridade da paisagem é um indicador de biodiversidade e as unidades de conservação, com sua função de proteção dos recursos naturais, têm importância fundamental na manutenção de fragmentos e de sua biodiversidade. O total de áreas remanescentes de vegetação totaliza 76% do Maranhão e, apesar disso, menos de 19% do estado está protegido por unidades de conservação, englobando as categorias reserva biológica (0,8% do estado), Parque Nacional e Estadual (3,7%) e Estação Ecológica (0,0003%) como unidades de proteção integral, e Área de Proteção Ambiental (14,2%), Reserva Extrativista (0,1%) e Reserva Particular do Patrimônio Natural (0,01%) como unidades de uso sustentável.
Considerando-se os biomas no estado, a Amazônia possui 30,7% de sua área com unidades de conservação; contudo, apenas 2,4% fazem parte de categorias de proteção integral (estação ecológica, reserva biológica e parque) sendo o restante de categorias de uso sustentável.
O Cerrado possui 12,5% da área associada às unidades de conservação, sendo 5,7% de proteção integral, da categoria parque, e 6,8% de uso sustentável, prevalecendo as Áreas de Proteção Ambiental. De modo geral, o Cerrado possui a menor percentagem de áreas sob proteção integral em relação aos hotspots mundiais, com 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação.
A pesquisadora alerta que a Caatinga no Maranhão possui 9% de sua área em unidade de conservação, e apenas na categoria área de proteção ambiental (APA), de uso sustentável. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, mesmo com as ações do governo para concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais e estaduais, o bioma continua como um dos menos protegidos do País, já que pouco mais de 1% dessas unidades são de proteção integral. Como agravante, grande parte das unidades de conservação da Caatinga, especialmente as APAs, apresentam baixo nível de implementação.
Áreas prioritárias possuem clara relação espacial com as unidades de conservação e, especialmente para a categoria de proteção integral, são relevantes para enfatizar a necessidade de regular a pressão antrópica sobre essas áreas que, em alguns casos, já apresentam processo de fragmentação da cobertura florestal. Entre as ações prioritárias de conservação indicadas para cada área identificada estão a criação ou ampliação de unidades de conservação e a criação de mosaicos de áreas protegidas e corredores ecológicos.
Zoneamento e biodiversidade
A elaboração do Macrozoneamento Ecológico-Econômico (MacroZEE) do Maranhão ocorreu a partir de contrato entre a Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan) do Maranhão e a Embrapa, coordenado por esta com apoio das secretarias do estado, entidades de planejamento, organizações civis, empresas públicas e privadas, além da Universidade Estadual do Maranhão (Uema).
As etapas do MacroZEE iniciaram-se com a estruturação do banco de dados, com a compilação e organização das informações geoespaciais existentes, seguida do diagnóstico, contemplando a situação atual de uso e cobertura da terra, biodiversidade, diagnóstico do meio físico-biótico, diagnóstico socioeconômico e jurídico-institucional, finalizando com a definição das zonas ecológico-econômicas do estado e a instituição da Lei Estadual no 10.316, de 17 de setembro de 2015.
Os autores do trabalho são os pesquisadores da Embrapa: Luciana Spinelli-Araujo, Gustavo Bayma-Silva, Fábio Enrique Torresan, Daniel Victoria, Luiz Eduardo Vicente, Edson Luis Bolfe e Celso Manzatto.
Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/25854061/pesquisadores-elaboram-diagnostico-da-conservacao-da-biodiversidade-do-maranhao
A TecTerra realiza estudos de Geoprocessamento e Meio Ambiente. Entre em contato conosco através do e-mail contato@tecterra.com.br e do telefone (31) 3071-7080 para mais informações.
por Agência R2F | ago 2, 2017 | Imagens de Satélite, Sensoriamento Remoto
A TecTerra Geotecnologias por meio da operadora sul-coreana Satrec Initiative Imaging Services (SIIS) passa a comercializar as imagens do satélite TeLEOS 1 desenvolvido pela ST Electronics (Satcom & Sensor Systems). Um de seus principais atributos é o fato dele ser o primeiro satélite comercial de observação terrestre com a órbita circundante a região equatorial (Near Equatorial Orbit -NEqO).
O satélite TeLEOS 1 foi lançado em 16 de dezembro de 2015, sendo o primeiro satélite comercial de observação terrestre desenvolvido em Cingapura. Ele opera a uma altitude de 550 quilômetros e oferece imagens de satélite com 1 metro de resolução espacial no modo pancromático. Sua revisita tem um tempo médio de 12 a 16 horas e uma de suas principais características é a de imagear exclusivamente na faixa região equatorial da Terra e ocasionalmente nas partes tropicais. Como esta porção terrestre é difícil de ser imageada devido a grande presença de nuvens e o TeLEOS 1 possui alta capacidade de revisita exclusivamente nestas localidades, ele possibilitará a obtenção de um grande acervo de imagens de satélite no cinturão equatorial e próximo a região tropical.

Área de cobertura das imagens de satélite TeLEOS 1
Abaixo algumas especificações técnicas básicas do TeLEOS 1
- Lançamento: 16 de Dezembro de 2015
- Bandas: Pancromática 500 ~ 900 nm
- Revisita: 12 a 16 horas
- Resolução Espacial: 1 metro no nadir
- Faixa de imageamento: 12 km no nadir
- Órbita: Próxima a faixa equatorial (NEqO) com 15º de inclinação
- Altitude: 550 km
Em breve colocaremos mais informações em nosso site sobre o TeLEOS 1. Para mais informações técnicas, condições comerciais e para obter uma amostra de uma imagem de satélite entre em contato conosco através do e-mail contato@tecterra.com.br ou do telefone (31) 3071-7080.