CPRM lança estudos que ampliam conhecimento geológico de Rondônia

CPRM lança estudos que ampliam conhecimento geológico de Rondônia

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) vai apresentar os resultados de projetos que ampliam o conhecimento geológico e identificam novas potencialidades minerais no Estado de Rondônia. O evento de lançamento reunirá gestores, investidores do setor mineral e comunidade científica no Auditório Ametista, no Golden Plaza Hotel, em Porto Velho, a partir das 14h no  próximo dia 06/06.

Os três projetos em foco foram realizados entre 2015 e 2018, pela equipe da Residência de Porto Velho, e envolveram diversas atividades técnicas como mapeamento geológico, levantamentos geoquímicos e geofísicos, estudos de mineralizações, compilação e análise de dados históricos, elaboração de bancos de dados nos diversos temas, e todas a informações foram integradas em mapas temáticos, relatórios, e em bases de dados georreferenciados.

Os projetos estão disponíveis no GeoSGB http://geosgb.cprm.gov.br/.

Os produtos elaborados nos projetos “Reavaliação da Província Estanífera de Rondônia”, “Evolução Crustal e Metalogenia da Faixa Nova Brasilândia” e “Levantamento Geológico e Integração Geológica-Geoquímica-Geofísica do Sudeste de Rondônia”, de acordo com o Diretor de Geologia e Recursos Minerais do Serviço Geológico do Brasil, José Leonardo Andriotti, disponibilizam dados que visam contribuir para o planejamento, a implementação das políticas públicas e desenvolvimento do setor mineral.

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Aquisição de dados geológicos durante a etapa de mapeamento do Projeto Sudeste de Rondônia.

Reavaliação da Província Estanífera de Rondônia

 

A concepção deste projeto se baseou na importância da produção de estanho no estado de Rondônia, atividade de fundamental importância para economia do estado, que responde por mais de 40% de toda produção do país. O relatório final do projeto apresenta a síntese sobre a produção do minério, abordando aspectos econômicos, história, lavra e processamento da cassiterita, além de aspectos técnicos sobre a geologia e modelos de depósitos.

Evolução Crustal e Metalogenia da Faixa Nova Brasilândia

 

Neste projeto foi realizado o mapeamento geológico em escala 1:100.000 e avaliação do potencial mineral da Faixa Nova Brasilândia, em uma área de 24.000 km2, que abrange parte dos municípios de Nova Brasilândia D´Oeste, Rolim de Moura, Pimenta Bueno, Alta Floresta D´Oeste e São Miguel do Guaporé. A integração de dados geológicos, geoquímicos e geofísicos permitiu a elaboração de mapa de prospectividade apontado áreas mais favoráveis para mineralizações do sistema zinco-chumbo-cobre-ouro. Novas ocorrências minerais foram descobertas, para zinco-chumbo-cobre, manganês, fósforo e calcário.

Levantamento Geológico e Integração Geológica-Geoquímica-Geofísica do Sudeste de Rondônia

 

Este projeto foi realizado em área de 15.000 km2, que abrange parte dos municípios rondonienses de Colorado do Oeste, Cabixi, Cerejeiras, Chupinguaia, Corumbiara, Parecis, Pimenteiras do Oeste, Vilhena e do município mato-grossense de Comodoro. A região mostra uma diversidade no potencial mineral, englobando as já conhecidas mineralizações primárias de ouro, ocorrências de níquel laterítico, matérias primas para construção civil e novos indícios detectados durante este trabalho, incluindo rochas máfico-ultramáficas com teores relevantes de cromo, níquel, e cobalto, e indício de manganês de alto teor, associado com rocha vulcânica.

 

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Levantamento de dados gravimétricos terrestres durante etapa de campo do Projeto Sudeste de Rondônia

Programação do evento de lançamento dos estudos: 

Data: 06/06/2019
Horário: 14h
Local: Auditório Ametista, no Golden Plaza Hotel
14:00 – Abertura com o diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, José Leonardo Andriotti
14:15 Apresentação Projeto ARIM Reavaliação da Província Estanífera de Rondônia, Carlos Eduardo Santos de Oliveira
14:30 Apresentação projeto ARIM “Evolução crustal e metalogenia da Faixa Nova Brasilândia”, Gustavo Negrello Bergami.
14:50 Apresentação projeto Novas Fronteiras “Mapeamento Geológico e integração geológica-geofísica-geoquímica do Sudeste de Rondônia”, Guilherme Ferreira da Silva.
15:10 Encerramento, seguido de coffee break.

Nos links abaixo estão disponíveis os estudos, mapas e levantamentos conforme regiões do estado de Rondônia.

 

Província Estanífera de Rondônia

Áreas de relevante interesse mineral: reavaliação da província estanífera de Rondônia:http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/20938 

Mapa de integração geológica-geofísica do Projeto Reavaliação da Província Estanífera de Rondônia, áreas Serra Azul, Jamari, Riachuelo, Liberdade e São Lourenço: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/20938 

Nova Brasilândia

Áreas de relevante interesse mineral: evolução crustal e metalogenia da Faixa Brasilândia, Estado de Rondôniahttp://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/20937 

Mapa de prospectividade para o sistema mineral Zn-Pb-Cu-±Au, ARIM Nova Brasilândi:http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/19898 

Mapa de recursos minerais da ARIM Nova Brasilândia:http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/18625 

Mapa geológico integrado da ARIM Nova Brasilândia:http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/18563 

Carta geológica: folha Rio Pardo – SC.20-Z-C-VI: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/18656 

Carta geológica: folha Roncador – SD.20-X-B-I: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/18657 

Carta geológica: folha Paulo Saldanha – SC.20-Z-C-V: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/18654 

Carta geológica: folha Pimenta Bueno SC.20-Z-D-IV: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/19998 

Carta geológica-geofísica: folha Gabriel Maciel – SC.20-Z-C-IV: http://rigeo.cprm.gov.br/jspui/handle/doc/18652 

Fonte: CPRM

A TecTerra Geotecnologias oferece tecnologias para os mercados de prospecção mineral e mineração. Entre em contato conosco através do telefone (31) 3071-7080 ou do e-mail contato@tecterra.com.br para mais informações.

Estudo revela que o bioma da Amazônia é maior que os limites oficiais

Estudo revela que o bioma da Amazônia é maior que os limites oficiais

Estudo cientifico revela que o bioma da Amazônia é maior que os limites oficiais. Um trabalho publicado na última edição da revistaBiodiversity and Conservation intituladoRedefining the Cerrado–Amazonia transition: implications for conservation” (Redefinindo a transição Cerrado-Amazônia: implicações para a conservação, em português), revela que a Amazônia é maior e está localizada mais ao sul do que indicam os limites oficiais. Segundo o líder dos estudos Ben Hur Marimon Junior, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), a fronteira entre a Amazônia e o Cerrado não está adequadamente posicionada e não é uma simples linha divisória como consta nos mapas oficiais.

Transição Cerrado-Amazônia (TCA)

A Transição Cerrado-Amazônia (TCA) no Brasil é a maior transição savana-floresta do mundo. No entanto, é representada em mapas oficiais do governo brasileiro como uma simples linha que separa os dois biomas. O estudo publicado demonstra que a TCA é de fato ampla, complexa e que sua representação linear tradicional não é adequada para reconhecer e conservar a biodiversidade nesta região. Ben-Hur Marimon diz que não pode precisar ainda de quanto seria este acréscimo no tamanho da Amazônia, mas a sua fronteira com o Cerrado deve ser reconsiderada como uma extensa faixa, com larguras que podem chegar até 250 km. “É preciso reposicionar a Amazônia e o Cerrado nos mapas oficiais para melhor adequar os dois maiores biomas brasileiros às leis e políticas públicas de proteção da biodiversidade”, defende o pesquisador.

Segundo Eduardo Queiroz Marques, da Unemat, existem falhas nos mapas oficiais, que eram baseados na antiga tecnologia de imagens de radar dos anos 1970. “Estas antigas técnicas de mapeamento não permitiam o mesmo nível de detalhamento que temos hoje” que temos hoje”, revela Eraldo Matricardi, especialista em mapeamento por satélite da Universidade de Brasília (UnB). “Uma das consequências da imprecisão dos antigos mapas é que alguns tipos de florestas, que eram comuns no sul da Amazônia, foram confundidos com cerrado denso, um tipo de vegetação menos protegido pela legislação, tanto pelo novo quanto o antigo Código Florestal. Assim, complexidade dos limites das florestas tropicais da savana foi mal compreendida e deturpada pelos mapas atuais, ameaçando seriamente a complexa biota da TCA”, explica Beatriz Marimon, da Unemat.

amazônia mapeamento

A linha entre os biomas do estudo (em azul) não coincide com a do mapeamento oficial do IBGE (em preto).

O estudo leva em conta 30 anos de análises, nas quais os pesquisadores observaram que a TCA sofreu mais desmatamento do que as florestas e savanas em cada bioma individual (Amazônia e Cerrado). Como consequência, as perdas de vegetação atingiram níveis próximos ao colapso em áreas de intensa atividade humana. “Junto com a vegetação perdemos também espécies de animais nesta região única de biodiversidade”, revela Guarino Colli, zoólogo da UnB e coautor do estudo.

Os pesquisadores concluíram que as imprecisões no mapeamento oficial permitiram que o desmatamento atingisse níveis excessivos. “A agropecuária é o grande motor do desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro, mas é preciso garantir a manutenção das florestas nativas para que elas continuem cumprindo o seu papel de regulação climática. Por isso, apontamos para a necessidade urgente da criação de uma zona especial de amortecimento ao sul e sudeste da Amazônia para preservar a vegetação e garantir chuvas regulares para as lavouras e pastagens da região”, alerta Ben Hur Marimon.

Fonte: O ECO

A TecTerra Geotecnologias realiza serviços de mapeamentos para diversos mercados inclusive para a temática ambiental. Entre em contato conosco através do telefone (31) 3071-7080 ou do e-mail contato@tecterra.com.br para mais informações.

TecTerra passa a comercializar imagens dos satélites KazEOSat

TecTerra passa a comercializar imagens dos satélites KazEOSat

A TecTerra Geotecnologias se torna revenda autorizada da operadora do Cazaquistão Kazakhstan Gharysh Sapary (KGS) e comercializará as imagens dos satélites KazEOSat-1 KazEOSat-2.

kazeosat

A operadora Kazakhstan Gharysh Sapary (KGS) foi criada em 2005 pela Agência Espacial da Republica do Cazaquistão e fornece dados de Sensoriamento Remoto por imagens de satélite e informações geoespaciais em geral. As imagens de acervo e programação (novas coletas) que serão comercializadas pela TecTerra Geotecnologias são originárias dos satélites KazEOSat-1 e KazEOSat-2. O primeiro obtém imagens de alta resolução espacial (1 metro) e o segundo de média resolução (6.5 metros).

KazEOSat 1

O satélite KazEOSat-1 gera imagens de 1 metro de resolução espacial nas bandas Vermelho (R), Verde (G), Azul (B) e Infravermelho Próximo (IR). Além das tradicionais imagens em cores naturais ou falsa cor no RGB e IR ele é capaz de obter estereoscopia para a geração de Modelos Digitais de Elevação (MDE) e curvas de nível. Desta maneira ele atende mercados e aplicações que demandem a visualização e análise de dados cartográficos com grande nível de detalhes e precisão.

Veja as especificações técnicas básicas do KazEOSat 1
  • Resolução Espacial: 1 metro
  • Lançamento: Abril de 2014
  • Bandas: Vermelho (R), Verde (G), Azul (B) e Infravermelho Próximo
  • Revisita: De 3 a 5 dias
  • Aquisição: mediante acervo e programação (novas coletas)
kazeosat

Perth na Austrália

KazEOSat-2

O satélite KazEOSat-2 gera imagens com 6,5 metros de resolução espacial nas bandas Vermelho (R), Verde (G), Azul (B), Infravermelho Próximo e Infravermelho Limítrofe. Suas imagens de média resolução espacial e produtos gerados são indicados para projetos em bacias hidrográficas, municípios e regiões. Além das tradicionais bandas do RGB e Infravermelho Próximo ele vem com a banda do Infravermelho Limítrofe o que aumentam as possibilidades de análises sobretudo para os mercados de agricultura de precisão, prospecção mineral, silvicultura e meio ambiente.

Veja as especificações técnicas básicas do KazEOSat-2
  • Resolução Espacial: 6,5 metros
  • Lançamento: Junho de 2014
  • Bandas: Vermelho (R), Verde (G), Azul (B), Infravermelho Próximo e Infravermelho Limítrofe
  • Revisita: De 3 a 5 dias
  • Aquisição: mediante acervo e programação (novas coletas)
kazeosat imagem de satélite

Cultivos agrícolas e Base aérea de Tindal na Austrália

Além de produtos orbitais, como as imagens de satélite em diferentes resoluções espaciais, a Kazakhstan Gharysh Sapary (KGS) trabalha na geração de Modelos Digitais de Elevação (MDE’s), obtenção de curvas de nível, mapeamentos temáticos, monitoramentos e produção de dados de cartografia digital.

Em breve disponibilizaremos mais informações em nosso site sobre os satélites KazEOSat 1 e 2. Para mais informações técnicas, condições comerciais e para obter uma amostra de uma imagem de satélite entre em contato conosco através do e-mail contato@tecterra.com.br, do WhatsApp (31) 9 8272-8729 ou do telefone (31) 3071-7080.

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Órgãos federais atuarão em parceria em segurança de barragens

Órgãos federais atuarão em parceria em segurança de barragens

Articular a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil para agilizar a atuação de órgãos públicos federais em casos de emergências envolvendo barragens ou para prevenir acidentes. Este é o foco do acordo de cooperação técnica assinado pela Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC). Espera-se que a parceria promova maior coordenação e efetividade dos órgãos federais no exercício de suas atribuições em segurança de barragens, visando tanto reduzir os riscos de acidentes como minimizar impactos, por meio da atuação célere e eficaz durante situações de emergência.

Publicada em 24 de dezembro de 2018, a parceria vai até dezembro de 2023 e prevê a definição de protocolos de atuação conjunta no caso de acidentes com barragens, bem como o compartilhamento de conhecimento e informações relacionadas à segurança de barragens brasileiras. Os órgãos também compartilharão recursos e experiências institucionais para realização das atividades do Acordo de Cooperação Técnica nº 31/2018/ANA. Além disso, as cinco instituições executarão um cronograma de atividades comum envolvendo o tema, que pode conter campanhas de campo e simulados conjuntos de situações de emergência.

Capacitação sobre Segurança de Barragens para os órgãos integrantes da parceria.

Outra linha de atuação é na área de capacitação: as instituições apoiarão treinamentos sobre segurança de barragens para Defesas Civis nacional, estaduais e municipais. Também haverá capacitações internas compartilhadas entre os órgãos integrantes da parceria.

Por serem órgãos fiscalizadores de segurança de barragens, a ANA, ANEEL, ANM e IBAMA compartilharão dados respectivamente sobre barragens de usos múltiplos, aproveitamentos hidrelétricos, rejeitos de mineração e rejeitos industriais. Os órgãos também darão subsídios técnicos para apoiar a SEDEC no reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública envolvendo segurança de barragens, fundamentando e agilizando a aplicação de recursos no caso de acidentes. Os quatro fiscalizadores federais também apoiarão os órgãos de defesa civil na interlocução os empreendedores, responsáveis pela segurança de barragens.

A atuação durante acidentes também será otimizada por meio de melhor fluxo de informações. Segundo o acordo, a ANA disponibilizará sua Sala de Situação e poderá articular a atuação de salas de situação existentes nos Estados, além do acesso aos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) aos demais órgãos, o que já era previsto na PNSB. A Agência também poderá atuar conjuntamente com a Sala de Gestão de Crise e com o Centro de Monitoramento e Operações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) em situações que envolvam a segurança de barragens.

Enquanto a ANM disponibilizará dados do Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGMB), a ANEEL compartilhará as informações do cadastro de empreendimentos hidrelétricos e o IBAMA dará acesso aos dados de barragens do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras (CTF/APP). Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis   poderá acionar equipes que atuam em emergências ambientais em todo o País, para emissões de reconhecimento in loco da situação de barragens, inclusive nas fiscalizadas pela ANA, ANM e ANEEL.

O acordo de cooperação técnica também prevê uma série de atribuições para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que é responsável por coordenar e realizar ações de proteção e defesa civil em casos de emergências envolvendo segurança de barragens em todo o Brasil. O órgão também proporcionará apoio logístico neste tipo de situação por meio de órgãos de Defesa Civil. À SEDEC também cabe realizar iniciativas de prevenção, mitigação, preparação e resposta, reduzindo o risco de desastres e os danos potenciais associados a barragens.

Cada uma das instituições do Acordo de Cooperação Técnica nº 31/2018 terá representantes no Grupo Gestor da parceria, sendo que a ANA presidirá o grupo nos primeiros 12 meses. O comando do grupo será exercido pela ANEEL, ANM, IBAMA e SEDEC nos próximos anos, em sistema de rodízio. As três primeiras reuniões do Grupo acontecerão no primeiro trimestre deste ano para detalhar as atividades para 2019.

De acordo com a última edição do Relatório de Segurança de Barragens, lançada em novembro de 2018, existem 21.638 barragens de acumulação para usos múltiplos no País, das quais   sendo 110 são sujeitas à fiscalização pela ANA. Existem ainda 790 barragens para contenção de rejeitos industriais, fiscalizadas pela ANM, e 890 barragens para geração de energia hidrelétricas, fiscalizadas pela ANEEL. Conforme a PNSB, Essa fiscalização ocorre sem prejuízo da atuação dos órgãos ambientais e, portanto, o IBAMA atua em qualquer barragem sujeita a seu licenciamento ambiental, e conforme legislação ambiental.

ANA e Política Nacional e Segurança de Barragens

De acordo com a PNSB, é atribuição da ANA promover a articulação entre os órgãos de fiscalização de barragens. A ANA também é responsável por manter cadastro e fiscalizar a segurança das barragens sob sua jurisdição, que são aquelas em reservatórios e rios de gestão federal (interestaduais e transfronteiriços) com a finalidade de usos múltiplos da água e que não tenham a geração hidrelétrica como finalidade principal. Além disso, compete à instituição elaborar anualmente o Relatório de Segurança de Barragens e manter e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens.

Fonte: Agência Nacional das Águas

A TecTerra fornece produtos, soluções e tecnologias para trabalhos de Segurança de Barragens. Entre em contato conosco através do telefone (31) 3071-7080 ou do e-mail contato@tecterra.com.br para obter mais informações. 

Pesquisa indica restar mais Mata Atlântica do que se pensava

Pesquisa indica restar mais Mata Atlântica do que se pensava

Imagens de satélite mais precisas, com detecção automática das áreas de floresta e a posterior comprovação por técnicos indicam que ainda restam 32 milhões de hectares de Mata Atlântica, ou 28% da cobertura original do bioma. Se fossem unidos em um grande bloco cobririam uma área quase do tamanho do Maranhão, o segundo maior estado do Nordeste (33,2 milhões de hectares).

Esses números equivalem ao dobro do que se imaginava ainda restar da floresta no bioma. O relatório técnico do Atlas da Mata Atlântica 2016-2017 indicava que apenas 12,4% da Mata Atlântica (16,27 milhões de hectares) permaneciam preservados em fragmentos com mais de 3 hectares. Este bioma se estende por 17 estados brasileiros, em uma região que abriga mais de 70% da população do país. É um dos ambientes com maior diversidade do mundo e também um dos mais ameaçados.

Esse novo mapa está disponível na versão online da revista científica Perspectives in Ecology and Conservation, da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação. O estudo utilizou imagens dos satélites RapidEye que possuem resolução de 5 metros e foram detectados fragmentos que antes não eram representados. Porém, esses pequenos fragmentos são insuficientes para explicar a diferença de área de florestas mapeadas. A explicação vem de uma definição melhor dos remanescentes já conhecidos.

Veja o artigo completo em: From hotspot to hopespot: An opportunity for the Brazilian Atlantic Forest

Veja o relatório técnico do Atlas da SOS Mata Atlântica aqui

“A gente detectou que os fragmentos geralmente eram maiores do que estavam sendo desenhados anteriormente”, explica a autoria principal do artigo, a bióloga Camila Rezende, estudante de doutorado em Ecologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “A gente descobriu que as bordas do grande fragmento que existe hoje da Mata Atlântica, que é o fragmento da Serra do Mar, são maiores, além dos fragmentos menores que não estavam”.

Mata Atlântica mapeamento

Imagens de satélites indicam que ainda restam 32 milhões de hectares de Mata Atlântica, ou 28% da cobertura original do bioma. Foto: Mozart Lauxen/Ibama.

A extensão da Mata Atlântica coberta por florestas pode chegar a 35% da área original até 2038, se forem cumpridos o Código Florestal e os compromissos assumidos pelo Brasil no acordo de Paris. Só as áreas de preservação permanente, com matas ciliares, que devem ser recuperaram somam 5,2 milhões de hectares.

Para a pesquisadora, os resultados positivos chegam em um bom momento. Ele acredita que a Mata Atlântica possa ser um exemplo mundial de hotspot, áreas com grande biodiversidade, que se recuperou. Mas Camila ressalta que, para isso, a Lei da Mata Atlântica e o Código Florestal, com a recuperação de reserva legais, precisam ser cumpridos.

 

O artigo lembra que apesar da perda da maior parte das florestas, remanescentes da Mata Atlântica abrigam mais de 2,4 mil espécies de vertebrados e 20 mil espécies de plantas. O bioma concentra 60% das espécies ameaçadas do Brasil, 380 espécies da fauna e mais de 1,5 mil da flora correndo o risco de extinção.

Fonte: O ECO

Veja em nosso blog mais notícias sobre pesquisas e trabalhos na Mata Atlântica

 

Desmatamento da Mata Atlântica é o menor registrado desde 1985

O desmatamento da Mata Atlântica entre 2016 e 2017 teve queda de 56,8% em relação ao período anterior (2015-2016). No último ano, foram destruídos 12.562 hectares (ha), ou 125 Km², nos 17 estados do bioma. Entre 2015 e 2016, o desmatamento foi de 29.075 ha.

Rio lança o projeto Olho no Verde para combater desmatamento na Mata Atlântica

Foi lançado o Projeto Olho no Verde que consiste em uma iniciativa entre a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/Coppetec), com o objetivo de alcançar a meta de desmatamento ilegal zero na Mata Atlântica até 2018 e conter a destruição do bioma.

Área com floresta nativa cresce na Escarpa Devoniana no Paraná

Área com floresta nativa cresce na Escarpa Devoniana no Paraná

A área ocupada com florestas nativas na Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, no Paraná, ganhou mais de três mil hectares entre 2008 e 2017. Nesse período, a relação entre áreas ocupadas por matas e áreas com outros usos – agricultura, pastagens, reflorestamento etc – manteve-se em equilíbrio. As florestas nativas cobriam 30,08% da região em 2008 e 30,62% em 2017. A conclusão é de um estudo da Embrapa Territorial, Campinas, SP, baseado em imagens de satélite e geoprocessamento, realizado a pedido da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP).

A Escarpa Devoniana é uma faixa com terreno elevado, que se estende do nordeste paranaene, na divisa com o Estado de São Paulo, até o Rio Iguaçu, quase chegando aos limites de Santa Catarina. Nas bordas a Leste e a Oeste, é caracterizada por grandes paredões rochosos, que delimitam o primeiro e o segundo planalto do Paraná. A APA da região compreende áreas de 12 municípios: Balsa Nova, Campo Largo, Carambeí, Castro, Jaguariaíva, Lapa, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazona, Sengés e Tibagi.

apa escarpa devoniana

A delimitação com linhas pretas na imagem de satélite mostra os 12 municípios que abrigam a APA da Escarpa Devoniana. Em amarelo, está a área da escarpa, com as áreas de florestas nativas destacadas em verde.

Trata-se da área com a segunda ocupação mais antiga no estado, onde a agricultura é tradicional. “Essa área era passagem da boiada do Rio Grande do Sul para São Paulo, desde o século XIX”, lembra o pesquisador da Embrapa Territorial Ângelo Mansur Mendes. As principais atividades, hoje, na área rural da região, são o cultivo da soja, do trigo e de verduras e legumes – os dos últimos para abastecer a capital Curitiba e municípios do entorno. A região foi pioneira na adoção do plantio direto, técnica conservacionista atualmente muito utilizada no Brasil, que reduz drasticamente a erosão do solo.

A análise da Embrapa Territorial comparou imagens de satélite Landsat 8 dos dias 28 de maio de 2008 e 15 de novembro de 2017. Com esse período foi possível avaliar se houve remoção da floresta nativa a partir de um marco temporal (22 de julho de 2008) estabelecido pelo Código Florestal Brasileiro de 2012. A grande pergunta era se houve avanço do desmatamento.

No trabalho, os pesquisadores da Embrapa, primeiramente, separaram as áreas de florestas nativas das que classificaram como “outros” e verificaram um pequeno crescimento das primeiras. Depois, município a município, eles identificaram áreas que estavam ocupadas por florestas em 2008 e não estavam mais em 2017, assim como espaços antes enquadrados como “outros”, que passaram a apresentar mata nativa. No balanço, o volume de terras regeneradas compensa as novas aberturas de área. “Mesmo que haja um movimento de desmatamento e regeneração, quando você faz uma análise macro, observa que há um equilíbrio”, concluiu o pesquisador da Embrapa Rogério Resende.

Fonte: EMBRAPA

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