Órgãos federais atuarão em parceria em segurança de barragens

Órgãos federais atuarão em parceria em segurança de barragens

Articular a Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) e a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil para agilizar a atuação de órgãos públicos federais em casos de emergências envolvendo barragens ou para prevenir acidentes. Este é o foco do acordo de cooperação técnica assinado pela Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Agência Nacional de Mineração (ANM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC). Espera-se que a parceria promova maior coordenação e efetividade dos órgãos federais no exercício de suas atribuições em segurança de barragens, visando tanto reduzir os riscos de acidentes como minimizar impactos, por meio da atuação célere e eficaz durante situações de emergência.

Publicada em 24 de dezembro de 2018, a parceria vai até dezembro de 2023 e prevê a definição de protocolos de atuação conjunta no caso de acidentes com barragens, bem como o compartilhamento de conhecimento e informações relacionadas à segurança de barragens brasileiras. Os órgãos também compartilharão recursos e experiências institucionais para realização das atividades do Acordo de Cooperação Técnica nº 31/2018/ANA. Além disso, as cinco instituições executarão um cronograma de atividades comum envolvendo o tema, que pode conter campanhas de campo e simulados conjuntos de situações de emergência.

Capacitação sobre Segurança de Barragens para os órgãos integrantes da parceria.

Outra linha de atuação é na área de capacitação: as instituições apoiarão treinamentos sobre segurança de barragens para Defesas Civis nacional, estaduais e municipais. Também haverá capacitações internas compartilhadas entre os órgãos integrantes da parceria.

Por serem órgãos fiscalizadores de segurança de barragens, a ANA, ANEEL, ANM e IBAMA compartilharão dados respectivamente sobre barragens de usos múltiplos, aproveitamentos hidrelétricos, rejeitos de mineração e rejeitos industriais. Os órgãos também darão subsídios técnicos para apoiar a SEDEC no reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública envolvendo segurança de barragens, fundamentando e agilizando a aplicação de recursos no caso de acidentes. Os quatro fiscalizadores federais também apoiarão os órgãos de defesa civil na interlocução os empreendedores, responsáveis pela segurança de barragens.

A atuação durante acidentes também será otimizada por meio de melhor fluxo de informações. Segundo o acordo, a ANA disponibilizará sua Sala de Situação e poderá articular a atuação de salas de situação existentes nos Estados, além do acesso aos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) aos demais órgãos, o que já era previsto na PNSB. A Agência também poderá atuar conjuntamente com a Sala de Gestão de Crise e com o Centro de Monitoramento e Operações do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) em situações que envolvam a segurança de barragens.

Enquanto a ANM disponibilizará dados do Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGMB), a ANEEL compartilhará as informações do cadastro de empreendimentos hidrelétricos e o IBAMA dará acesso aos dados de barragens do Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras (CTF/APP). Além disso, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis   poderá acionar equipes que atuam em emergências ambientais em todo o País, para emissões de reconhecimento in loco da situação de barragens, inclusive nas fiscalizadas pela ANA, ANM e ANEEL.

O acordo de cooperação técnica também prevê uma série de atribuições para a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, que é responsável por coordenar e realizar ações de proteção e defesa civil em casos de emergências envolvendo segurança de barragens em todo o Brasil. O órgão também proporcionará apoio logístico neste tipo de situação por meio de órgãos de Defesa Civil. À SEDEC também cabe realizar iniciativas de prevenção, mitigação, preparação e resposta, reduzindo o risco de desastres e os danos potenciais associados a barragens.

Cada uma das instituições do Acordo de Cooperação Técnica nº 31/2018 terá representantes no Grupo Gestor da parceria, sendo que a ANA presidirá o grupo nos primeiros 12 meses. O comando do grupo será exercido pela ANEEL, ANM, IBAMA e SEDEC nos próximos anos, em sistema de rodízio. As três primeiras reuniões do Grupo acontecerão no primeiro trimestre deste ano para detalhar as atividades para 2019.

De acordo com a última edição do Relatório de Segurança de Barragens, lançada em novembro de 2018, existem 21.638 barragens de acumulação para usos múltiplos no País, das quais   sendo 110 são sujeitas à fiscalização pela ANA. Existem ainda 790 barragens para contenção de rejeitos industriais, fiscalizadas pela ANM, e 890 barragens para geração de energia hidrelétricas, fiscalizadas pela ANEEL. Conforme a PNSB, Essa fiscalização ocorre sem prejuízo da atuação dos órgãos ambientais e, portanto, o IBAMA atua em qualquer barragem sujeita a seu licenciamento ambiental, e conforme legislação ambiental.

ANA e Política Nacional e Segurança de Barragens

De acordo com a PNSB, é atribuição da ANA promover a articulação entre os órgãos de fiscalização de barragens. A ANA também é responsável por manter cadastro e fiscalizar a segurança das barragens sob sua jurisdição, que são aquelas em reservatórios e rios de gestão federal (interestaduais e transfronteiriços) com a finalidade de usos múltiplos da água e que não tenham a geração hidrelétrica como finalidade principal. Além disso, compete à instituição elaborar anualmente o Relatório de Segurança de Barragens e manter e gerir o Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens.

Fonte: Agência Nacional das Águas

A TecTerra fornece produtos, soluções e tecnologias para trabalhos de Segurança de Barragens. Entre em contato conosco através do telefone (31) 3071-7080 ou do e-mail contato@tecterra.com.br para obter mais informações. 

Lançado com sucesso pela Axelspace o microssatélite GRUS

Lançado com sucesso pela Axelspace o microssatélite GRUS

Foi lançado com sucesso pela empresa japonesa Axelspace no dia 27 de dezembro de 2018 às 02:07 UTC, no Cosmódromo Vostochny na Rússia o microssatélite GRUS. As imagens do GRUS servirão para a criação da plataforma web de Observação da Terra e monitoramento chamada de AxelGlobe. Juntamente com o GRUS, foi lançada a carga principal russa do Kanopus-2 e outros pequenos satélites. O GRUS, entrou em órbita pela primeira vez acima do Japão e seu sinal foi adquirido com sucesso. A Axelspace está atualmente realizando procedimentos operacionais preliminares para verificar se todos os instrumentos de bordo estão funcionando conforme o esperado.

soyuz-2 grus

GRUS a bordo do veiculo lançador Soyuz-2

Informações básicas sobre o GRUS e o AxelGlobe

O GRUS é um microssatélite de Observação da Terra de 100Kg desenvolvido para ser a base de dados da plataforma web AxelGlobe, anunciada pela Axelspace em dezembro de 2015. Com tamanho “micro”, os sensores do satélite têm uma resolução espacial de 2,5 metros multiespectral (colorido no R,G,B e IR) e permitem aplicações para os mercados de; agricultura, silvicultura, planejamento urbano, análise de tendências econômicas e monitoramento ambiental.

Grus Foz do Iguaçu

Imagem GRUS de Foz do Iguaçu, Cidade do Leste (Paraguai) e barragem da represa de Itaipu.

A Axelspace planeja lançar mais dois satélites GRUS em 2020, e depois aumentar ainda mais o número de satélites para finalmente alcançar a conclusão da constelação AxelGlobe até 2022. Uma vez concluído, o projeto AxelGlobe poderá obter imagens de quase toda a superfície terrestre diariamente e a partir delas analisar, avaliar e modelar os fenômenos em constantes mudanças que ocorrem na Terra. As imagens de satélite serão disponibilizadas através de um sistema web com acesso a um banco de imagens das localidades de interesse.

Sobre a Axelspace

A operadora Axelspace é uma empresa com sede em Tókio no Japão e foi fundada no ano de 2008. Seus produtos e soluções são baseadas em tecnologias de design, produção, lançamentos, suporte e tratamento de dados  de microssatélites. A TecTerra Geotecnologias e a Axelspace possuem um acordo para soluções que envolvam Sensoriamento Remoto e monitoramento a partir de imagens de satélite. O acordo foi firmado no durante o evento MundoGeo Connect que ocorreu em São Paulo em Maio de 2018.

Com as informações: Axelspace

Entre em contato conosco através do e-mail contato@tecterra.com.br ou pelo telefone (31) 3071-7080 para obter mais detalhes e especificações técnicas, produtos e condições comerciais dos satélites da Axelspace. Manteremos todos(as) informados quando ocorrer o lançamento de outros satélites e da oferta de serviços.

 

RESTEC lança promoção para aquisição de dados geoespaciais AW3D

RESTEC lança promoção para aquisição de dados geoespaciais AW3D

A operadora japonesa RESTEC lançou uma promoção para aquisição de produtos e soluções geoespaciais AW3D. Ela está oferecendo 15% de desconto para universidades, instituições de ensino e pesquisa. A validade é do dia 15 de novembro de 2018 até o dia 28 de fevereiro de 2019.

A TecTerra é revenda autorizada da operadora RESTEC (Remote Sensing Technology Center of Japan) esta criada em Agosto de 1975 pela JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency). Ela fornece dados de Sensoriamento Remoto por imagens de satélite, Modelos de Elevação e dados geoespaciais em geral. Além RESTEC também comercializa imagens do PALSAR-2 (sensor RADAR/SAR do satélite ALOS-2) e PRISM (sensor do satélite ALOS).

aw3d RESTEC

O que são os produtos e soluções geoespaciais AW3D

Os produtos e soluções AW3D são fornecidos pela operadora japonesa RESTEC e compõem diversos produtos e soluções, sejam Modelos Digitais de Elevação (MDE), simulações em ambiente 2D e 3D e geração de informações planialtimétricas de construções e edificações gerados a partir de imagens de satélite.

aw3d

Alguns dos mercados e áreas de aplicação do AW3D são em:
AW3D Enhanced

O AW3D Enhanced consiste em Modelos Digitais de Elevação (MDE) seja o Modelo Digital de Superfície (MDS) ou o Modelo Digital de Terreno (MDT) com 50 centímetros, 1 metro ou 2 metros de resolução espacial. Um aspecto que possibilita a rápida geração dos dados é a possibilidade de gerar os Modelos sem coletar Pontos de Controle (GCP’s) em campo. Os Modelos obtidos tem precisão e acurácia assegurados pela RESTEC.

AW3D ENHANCED

AW3D Standard

Consiste em Modelos Digitais de Elevação (MDE) seja o Modelo Digital de Superfície (MDS) ou o Modelo Digital de Terreno (MDT) de 5 metros de resolução espacial. Uma característica importante do é a de não ser necessária a coleta de GCP’s para a geração dos Modelos.

AW3D

AW3D Building

O AW3D Building gera informações planialtimétricas em alta resolução das edificações, construções, inferências e obras de engenharia.

aw3d building

Entre em contato com a equipe comercial da TecTerra através do telefone (31) 3071-7080, do WhatsApp (31) 9 8272-8729 ou pelo email contato@tecterra.com.br para obter mais informações sobre as condições comerciais e para verificarmos a disponibilidade de dados de acervo ou realizar programações para sua área de interesse.

Agência espacial alemã (DLR) divulga novo mapa mundi em 3D

Agência espacial alemã (DLR) divulga novo mapa mundi em 3D

A DLR, agência espacial alemã, acaba de divulgar um mapa em 3D que mostra a superfície da Terra de uma forma que pouca gente viu.

A representação gráfica que mostra os altos e baixos do terreno foi elaborada a partir de imagens captadas por dois satélites de monitoramento, que traçaram as variações topográficas ao longo de mais de 148 milhões de km².

A agência disponibilizou o mapa gratuitamente para qualquer cientista que queira utilizá-lo.

O mapeamento pode ser acessado aqui.

Suas aplicações são diversas: da previsão do curso da água durante enchentes ao planejamento de grandes projetos de infraestrutura.

Como o mapa foi criado?

Os satélites usados no projeto se chamam TerraSAR-X e TanDEM-X.

Como todos os satélites de monitoramento, eles enviam impulsos de micro-ondas para a superfície do planeta e medem o tempo que leva para esses sinais retornarem ao satélite.

Quanto menor o intervalo, maior a altitude do terreno.

Agência Espacial Alemã

Os satélites orbitam quase lado a lado a cerca de 500 quilômetros da superfície da Terra

O TerraSAR-X e o TanDEM-X orbitam praticamente lado a lado e às vezes se encontram a apenas 200 metros de distância.

O trabalho conjunto requer uma coordenação complexa, mas significa que ambos os satélites têm uma “visão estereoscópica”.

Isso quer dizer que eles operam de forma interferométrica – um funciona como um transmissor/receptor e o outro como um segundo receptor.

Agência Espacial Alemã

Tibet, na cordilheira dos Himalaias. As cores do mapa representam as elevações: vermelho (mais alto) e azul (mais baixo)

Quão preciso é o mapa?

A resolução do Modelo Digital de Elevação (MDE) é de 90 metros. Em outras palavras, a superfície da terra foi dividida em quadrados com lados de 90 metros.

Nestes quadrados, a precisão absoluta da dimensão vertical é de um metro, o que torna o DEM um poderoso mecanismo para representar variações de terreno.

Existem modelos com resolução maior para representações em escala regional, mas o novo mapa supera todos os outros mapas globais de acesso gratuito disponíveis.

Agência Espacial Alemã

Deserto do Saara, onde se vê parte da província de Tamanrasset, na região central da Argélia

Quais são os próximos passos da Agência Espacial Alemã?

A agência espacial alemã tem outras versões do mapa com resoluções de 30 e 12 metros, mas por enquanto há restrições comerciais.

Enquanto isso, os satélites TerraSAR-X e TanDEM-X continuam sua missão de mapeamento.

Ter um DEM estático é um grande avanço, mas a superfície da Terra muda constantemente e isso também deve ser capturado.

Os dois satélites são muito antigos. O TerraSAR-X foi lançado em 2007 e o TanDEM-X, em 2010.

A DLR espera que os satélites continuem em operação por vários anos, mas os planos para substituí-los estão avançados.

Agência Espacial Alemã

Os Apalaches, no estado da Pensilvânia, nos EUA

‘Vamos penetrar nas florestas’

A futura missão será diferente da atual porque os instrumentos de radar não vão operar na banda X, mas na banda L, faixa de frequência com um comprimento de onda maior.

Isso facilitará diferentes tipos de aplicações.

“Nas florestas, por exemplo, com a banda X só é possível capturar as copas das árvores”, explica à BBC Manfred Zink, do Instituto de Micro-ondas e Radares da agência espacial alemã.

“Você não consegue penetrar nessa copa e ver debaixo das folhas. Mas, na banda L, vamos penetrar nas florestas até chegarmos ao solo. E isso nos permitirá ver o volume da vegetação em 3D e realizar uma ‘tomografia’.”

“Vamos conseguir ver a estrutura vertical completa da floresta, que é fundamental para uma estimativa precisa da biomassa”, completa.

Agência Espacial Alemã

Glaciares às margens do Mar de Weddell na península da Antártida

A quantidade exata de carbono armazenado nas florestas do mundo não é conhecida, mas sabemos que é vital para os estudos sobre mudança climática.

Outra aplicação das observações na banda L é calcular melhor as deformações do solo durante um terremoto.

Os cientistas já estimam essas mudanças com satélites de monitoramento que funcionam em outros comprimentos de onda, mas suas observações podem ser difíceis de interpretar quando há muita vegetação.

O novo sistema, que vai se chamar TanDEM-L, tentará superar essas dificuldades.

Fonte: BBC

A TecTerra atua na Geração de Modelos Digitais de Elevação de diversas maneiras para distintas Entre em contato conosco através do e-mail contato@tecterra.com.br ou do telefone (31) 3071-7080 para maiores informações.

Lançado o satélite de Observação da Terra GaoFen-11 (GF-11)

Lançado o satélite de Observação da Terra GaoFen-11 (GF-11)

Foi lançado com sucesso o GaoFen-11 (GF-11) mais um satélite de Observação da Terra chinês. Ele foi lançado na China da base de Taiyuan, província de Shanxi, no dia 31/07/2018 às 03:00 UTC (11:00 hora de Beijing) por meio do veículo lançador de satélites Long March-4B.

Veja o lançamento do GaoFen-11 no vídeo abaixo

 

O GaoFen-11 (GF-11) terá aplicações no planejamento urbano, topografia, auxílio em projetos infraestrutura, obras de engenharia, monitoramento de modificações ocorridas na paisagem dentre outras. Seus dados e informações serão utilizados para auxiliar o Belt and Road Initiative (BRI) um projeto governamental chinês que objetiva conectar a China com a o restante dos continentes da Ásia, África e Europa. Isto abrangerá aproximadamente 4,8 bilhões de pessoas residentes em 70 países por meio de uma extensa rede de vias marítimas e ligações terrestres.

Mais detalhes e especificações técnicas do GaoFen-11 (GF-11) serão divulgadas em breve.

Mais um lançamento de satélites de Observação da Terra chineses em 2018

No mês de Janeiro foram lançados dois satélites da constelação SuperView-1. O SuperView-1 possui 50 centímetros de resolução espacial nas bandas RGB e IR e compreende no total de 4 satélites idênticos entre si. Até o final do ano de 2022 a constelação estará completa e terá 16 satélites capazes de adquirir imagens de alta resolução espacial.

Em março de 2018 foram lançados três satélites da constelação GaoFen-1 (GF-1). Assim a constelação compreenderá quatro satélites capazes de obter imagens de média resolução espacial com diferentes especificações técnicas.

No mês de Maio foi lançado o GaoFen-5 (GF-5) que possui sensores hiperespectrais voltados para aplicações de uso e ocupação do solo, poluição do ar e estudos ambientais.

Em Junho foi lançado o GaoFen-6 (GF-6) que possui as especificações técnicas são similares ao GaoFen-1 (GF-1). O que o diferencia são os novos sensores tecnologicamente mais avançados com área de imageamento maior (swath). Neste mesmo lançamento também foi lançado o satélite experimental Luojia-1 que consiste em um CubeSat.

Os outros satélites de Observação da Terra da operadora Space View são o SuperView-1GaoFen-1 (GF-1)GaoFen-2 (GF-2)ZiYuan-3 (ZY-3), Huanjing-1A&B (HJ-1A&1B) e também comercializados pela TecTerra Geotecnologias.

Entre em contato com a equiper comercial da TecTerra através do telefone (31) 3071-7080, do WhatsApp (31) 9 8272-8729 ou pelo email contato@tecterra.com.br para enviarmos uma amostra e verificarmos a disponibilidade de imagens de satélites da operadora Space View e de outras que trabalhamos.

Como a diversidade de imagens de satélite pode ajudar na gestão territorial

Como a diversidade de imagens de satélite pode ajudar na gestão territorial

Por Christian Vitorino *

Este texto também foi publicado no portal do Instituto GeoEduc

Por dentro do Sensoriamento Remoto

O sensoriamento remoto é um conjunto de técnicas destinadas à aquisição de informações visuais (imagens) sobre objetos na superfície terrestre, sobre os sistemas ambientais e urbanos, sem que haja contato com eles.

As imagens de satélite, produtos do sensoriamento remoto, são extremamente úteis quando da espacialização dos diversos usos do solo e sua relação com os atributos dos meios físicos e bióticos.

Com a popularização de ferramentas de geovisualização, tal como o Google Earth, as imagens de satélite se tornaram referência quando o usuário busca, desde uma simples visualização de uma determinada área ou região, até mesmo análises mais complexas do território.

É importante salientar que as imagens oriundas de satélites em órbitas necessitam de manipulação para se obter uma melhor visualização e, assim, extrair as informações necessárias para os estudos territoriais. Essas manipulações são realizadas em softwares específicos de Processamento Digital de Imagens (PDI).

Em uma análise das condições de um determinado território, esses sistemas de observação da terra expressam fielmente as características temporais e espaciais das dinâmicas de ocupação do território, resultantes do assentamento do homem.

Aplicações na gestão e planejamento

Para aplicações em processos de gestão e planejamento municipal por exemplo, as imagens de satélite podem ser utilizadas para o diagnóstico do território, evidenciando suas principais características, seus pontos fortes e seus desequilíbrios e, desta forma, conhecer o seu potencial paisagístico e compreender seu funcionamento e evolução de uso do solo.

Uma análise temporal da dinâmica territorial de uma cidade com uso de imagens de satélite e técnicas de processamento digital, seja nos aspectos urbanos, seja nas áreas rurais, dará aos analistas a real dimensão desse funcionamento, auxiliando os planejadores na construção de cenários de impactos sócio ambientais dentro dos processos de gestão municipal.

De onde vem estas imagens?

Há hoje no mercado dezenas de opções de satélite de observação da terra que possam contribuir efetivamente para os processos de planejamento e gestão territorial. Satélites que fornecem imagens desde 30 metros até 30 centímetros de resolução espacial permitem análises em diversas escalas para variadas aplicações.

Há opções gratuitas, tais como a série Landsat, o Sentinel-2, a constelação do CBERS (brasileiro em parceria com a China), o Aster dentre outros que podem ser trabalhados em análises de territórios mais extensos e escalas menores. Nas opções de melhores resoluções, temos os satélites comerciais ativos desde 1999, como o Ikonos – com 1 metro de resolução espacial.

Após este período, dezenas de outros satélites de diversas operadoras mundiais surgiram para “povoar” a órbita terrestre e dar mais possibilidades de aplicações para os gestores públicos e o público em geral. Países como Japão, China, Tailândia, Israel, Cazaquistão, França, Estados Unidos, Peru, Espanha, Coreia do Sul, dentre diversos outros outros, lançaram constelações no decorrer dos últimos 15 anos.

Destacam-se satélites como QuickBird, série Kompsat, Pleiades, SPOT, série WorldView, TripleSat, RapidEye e os chineses GaoFen e SuperView-1 (com lançamentos mais recentes), que compõe a gama de mais de 50 opções de sensores e resoluções no mercado de imagens de satélite. Assim, tem-se toda superfície terrestre imageada diversas vezes, permitindo avaliações históricas e recentes.

Como esta diversidade ajuda na gestão territorial?

Essa diversidade, portanto, possibilita a captação de imagens em diferentes resoluções e em diferentes bandas espectrais e em diversas épocas. Isto permite que, tanto as instituições de pesquisa, quanto os setores privados e governamentais tenham uma maior capacidade de realizar análises e gestão territorial em diversas escalas para diversas aplicações no decorrer do tempo.

Há que se fazer menção, também, em questões relacionadas a custos, uma vez que as regras de mercado, como a concorrência de diversas operadoras de satélite e mesmo a disponibilização gratuita de imagens permitem uma maior facilidade de acesso aos produtos de sensoriamento remoto.

Este fato resulta hoje em milhares de estudos e pesquisas ambientais contribuindo efetivamente para o desenvolvimento de políticas públicas direcionadas ao conhecimento maior da superfície terrestre.

Geotecnologias no Planejamento e Gestão Municipal

O Sr. Christian Vitorino elaborou o curso on-line gratuito “Geotecnologias no Planejamento e Gestão Municipal” que está disponível na plataforma do Instituto GeoEduc. O público alvo são; gestores públicos, colaboradores de administrações pública municipais, consultores de meio ambiente, geotecnologias e gestão territorial. O acesso é gratuito com 1 hora de conteúdo e pode ser realizado através do link.

* Christian Vitorino – Sócio e Diretor de Novos Negócios da TecTerra Geotecnologias. Atua no mercado de geotecnologias há mais de 10 anos desenvolvendo negócios relacionados à comercialização de imagens de satélite e soluções em sistemas de informações geográficas.

 

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