Geração de topografia para estudos de barragens: metodologias e soluções

Geração de topografia para estudos de barragens: metodologias e soluções

Estudos para segurança de barragens são realizados a partir de diferentes informações. A topografia oferece a modelagem do terreno que é essencial para planos de segurança, planos de ação emergencial, dam break e outros. Vamos aqui apresentar diferentes metodologias e soluções em topografia para estudos de barragem.

Topografia e MDEs

A topografia gera Modelos Digitais de Elevação (MDEs) que representam o nível do solo com as tipologias presentes na superfície terrestre. Existem dois tipos de MDEs:

  • o Modelo Digital de Terreno (MDT) descreve o nível de terreno e filtra adequadamente somente este, suprimindo informações de obstáculos da superfície.
  • o Modelo Digital de Superfície descreve essas informações de obstáculos, como vegetação e edificações, mas NÃO fornece informações do nível de terreno.

Soluções para geração de MDT

Uma das soluções para geração de MDTs é o LiDAR, que consiste em perfilamento a laser. Este perfilamento gera nuvens de pontos com densidade adequadas para se mapear com precisão centimétrica no nível do terreno. Oferece resolução espacial que pode ser inferior a 10 cm.

MDT LiDAR

MDT LiDAR

Outra solução para geração de MDTs é a topografia por satélite, que consiste em coletar cenas de diferentes ângulos da área e usá-las para criação de MDT. Esta metodologia consiste em utilizar a multivisão e a aplicação de filtros, tornando as imagens de satélite adequadas para geração de Modelo Digital de Terreno (MDT) com resolução espacial de até 50 cm.

A topografia para estudos de barragem

A topografia é uma informação necessária e obrigatória para estudos de segurança de barragens. Ela auxilia no cumprimento de exigências legais previstas no Plano de Segurança de Barragens (PSB), Plano de Ações de Emergência (PAE), além da simulação de rompimento de barragens (Dam Break).

É importante ressaltar que, para aplicações como estudo de Dam Break, é necessária que a informação levantada seja do Terreno, ou seja, fornecida por Modelo Digital de Terreno (MDT). De forma que o Modelo Digital de Superfície somente não atende corretamente as aplicações do Plano de Segurança de Barragens (PSB). Para esta finalidade a topografia também deve gerar Modelos Digitais de Elevação Hidrologicamente Consistentes (MDEHC). É fundamental que haja este entendimento para corretamente decidir qual a metodologia deve ser utilizada para geração da topografia para auxílio ao PSB.

São metodologias de levantamento tecnicamente viáveis para geração de topografia para estudo de barragens:

  • topografia convencional,
  • LiDAR (Light Detection And Ranging) por aerofotogrametria,
  • topografia por satélite através de pares estereoscópicos ou multivisão (AW3D).

OBS: Todas as metodologias citadas acima geram Modelos Digitais de Terreno (MDTs).

São tecnicamente inadequadas e equivocadas para estudos de segurança de barragens:

  • geração de topografia por base de dados gratuitas,
  • geração de topografia por dados estereoscópicos coletados por Drones e VANTs.

Bases gratuitas são inadequadas por causa de sua escala insuficiente para detalhar com qualidade e precisão as informações do terreno. Já os Drones e VANTs geram Modelo Digital de Superfície (MDS), e não geram Modelo Digital de Terreno (MDT). Mesmo utilizando-se de recursos de software para suprimir as informações de superfície, como vegetação e edificações, a topografia gerada por Drones e VANTs não informa o terreno de forma consistente, e sim de forma generalizada e falseada. Para saber mais sobre esta problemática, leia: https://tecterra.com.br/topografia-drones-vants/.

Comparativo entre Base Gratuita (SRTM) x Topografia por Satélite (AW3D):

Aplicações da Topografia para estudos de barragem

Com a topografia gerada corretamente e os MDTs gerados a partir das tecnologias de Imagens de Satélite, Aerofotogrametria ou Topografia convencional, é possível realizar análises planialtimétricas de:

  • Elevação do nível da barragem
  • Altimetria das tipologias
  • Monitoramento de estabilidade de taludes com imagens RADAR/SAR
  • Simulação de barragens em 3D
  • Trabalhos de Geotecnia e Engenharia Geotécnica
  • Topografia de Barragens
  • Simulação de rompimento de barragens (Dam Break)
  • Definição de áreas afetadas

Se você tem interesse em conhecer mais sobre as tecnologias para topografia para estudos de barragem, você pode assistir o Seminário de Novas Tecnologias em Topografia por Satélite/AW3D e Radar/SAR para Barragens e Áreas de Risco que foi organizado pela TecTerra, em parceria com a RESTEC (Remote Sensing Technology Center of Japan). O conteúdo foi apresentado por representantes da TecTerra, RESTEC, Defesa Civil, empresas do ramo, profissionais e acadêmicos.

Nele você aprenderá mais sobre:

  • Particularidades das barragens,
  • Áreas de risco,
  • Estudos de caso e aplicações,
  • Novas tecnologias de Sensoriamento Remoto e Geotecnologias.

Faça sua inscrição gratuita e assista o seminário:
https://cursos.geoeduc.com/curso/palestra-tecterra/

Para saber mais sobre as soluções em topografia para segurança de barragens oferecidas pela TecTerra, entre em contato com a nossa equipe comercial através de um dos nossos canais de atendimento: contato@tecterra.com.br | 31 99720-2614 (whatsapp) | 31 98272-8729. E siga a TecTerra nas redes sociais para saber mais sobre Geotecnologias e observação da Terra:

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Texto de: Lucas M. Campos – Diretor Comercial da TecTerra Geotecnologias – lucas.campos@tecterra.com.br

Exigências legais e geotecnologias: Quais produtos e tecnologias atendem a legislação?

Exigências legais e geotecnologias: Quais produtos e tecnologias atendem a legislação?

Diversos produtos de geotecnologias obtidos por uma série de metodologias podem atender as diferentes legislações de distintos mercados. Os distintos produtos de sensoriamento remoto, como imagens de satélite, aerofotogrametria (tripulada ou em alguns casos com drones/vants) e topografia por satélite, têm aplicações na comprovação de áreas consolidadas conforme o Novo Código Florestal (Lei Nº 12.651, de 25 de maio de 2012), obtenção de vértices virtuais para Georreferenciamento de Imóveis Rurais (GeoINCRA), de perícias judiciais, atendimento a Resolução Normativa 501 da ANEEL e estudos de rompimento de barragens (DAM BREAK).

Imagens de satélite para comprovação de áreas consolidadas conforme o Novo Código Florestal (Lei Nº 12.651, de 25 de maio de 2012)

As imagens de satélite podem ser utilizadas na determinação de áreas rurais consolidadas conforme o Novo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012). A referida Lei prevê algumas anistias, regularizações, punições e obrigações legais para empreendimentos existentes antes de 22/07/2008.

As imagens gratuitas da constelação LANDSAT tem baixa resolução espacial e possibilitam análises de grandes áreas (regiões ou municípios) e portanto informações com pouco nível de detalhes. O primeiro satélite LANDSAT foi lançado em 1972 com imagens de 60m de resolução espacial e o mais recente em 2013 (LANDSAT-8) com 15m de resolução. Também processamos imagens do LANDSAT, mas recomendamos o emprego de satélites comerciais, uma vez que a comprovação das áreas consolidadas em muitas situações são em pequenas propriedades rurais, plantios e áreas próximas a corpos d’água.

Abaixo os satélites de alta resolução comercializados pela TecTerra com datas de lançamento anteriores a 22 de junho de 2008:
  • IKONOS – Lançado em 24/09/1999
  • QuickBird – Lançado em 18/10/2001
  • ALOS (PRISM + AVNIR) – Lançado em 23/01/2006
  • KOMPSAT-2 – Lançado em 28/07/2006

Vértices virtuais de Georreferenciamento de Imóveis Rurais (GeoINCRA) com produtos de sensoriamento remoto

Os produtos de sensoriamento remoto por satélites ou voos (aviões ou drones/vants) podem ser utilizados para estabelecer vértices virtuais em locais inacessíveis em trabalhos de Georreferenciamento de Imóveis Rurais (GeoINCRA), conforme a 3ª Edição da Norma Técnica de Georreferenciamento do INCRA. Para tal, deve-se considerar a precisão e acurácia posicional das ortofotos ou imagens de satélite que determinam os vértices dos limites do imóvel rural. Tais elementos se dão por meio de aquisição de Pontos de Controle em campo com receptores de GPS/GNSS de precisão. Tendo isso, são realizados cálculos para enquadrar as imagens de satélite ou ortofotos no Padrão de Exatidão Cartográfica (PEC) e assim verificar se tais valores se enquadram no que determina a 3ª Edição da Norma Técnica do INCRA.

Imagens de satélite para perícias judiciais e administrativas

As imagens de satélite podem compor o conjunto probatório em inquéritos policiais, processos administrativos, ou processos judiciais em órgãos como a Receita Federal, Ministério Público, Tribunais de Contas Estaduais, órgãos ambientais, Tribunais de Justiça, etc. Em muitas situações somente uma imagem anterior a fato objeto do litígio ajuda a comprovar tal materialidade. Em outras, imagens anteriores e mais atualizadas são as empregadas em tais trabalhos. As perícias que elas podem auxiliar são em serviços de fiscalização de construções, monitoramento de obras, desmatamento, ocupação em APP’s, danos ambientais, loteamentos irregulares, etc.

Para esse mercado, recomendamos exclusivamente as imagens de satélite, porque na maioria das situações é necessário que pequenas áreas (galpões, residências, talhões, fazendas, etc) sejam visualizadas, o que é viável por meio das de alta resolução. Além disso, seus acervos são facilmente acessados e numerosos, e as de novas coletas (programação) são possíveis quando existe a necessidade de imagens atualizadas. A Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), as imagens e seus Metadados formam a documentação da defesa da lide em tais órgãos.

Geotecnologias no atendimento a Resolução Normativa 501 da ANEEL

Para o mercado de Energia destaca-se a Resolução Normativa 501 ANEEL de 24 de julho de 2012, que estabelece metodologias de mapeamento dos bens imóveis e das áreas vinculadas à concessão e implementação de empreendimentos de usinas hidrelétricas. Na referida Resolução Normativa são descritas as especificações técnicas de produção dos dados cartográficos planialtimétricos, como; escalas, técnicas, precisão, sensores, resoluções espaciais e também de armazenamento das referidas informações. As metodologias de mapeamento que esta Resolução Normativa permite são as imagens de satélite de arquivo ou nova coleta (programação), imagens de radar, Perfilamento a Laser (LiDAR) e fotografias aéreas.

Modelos Digitais de Terreno (MDT) para estudos de rompimento de barragens (DAM BREAK)

A simulação hipotética de manchas de inundação em estudos de rompimento de barragem (DAM BREAK) necessita de Modelos Digitais de Terreno (MDT). Os aspectos legais se dão conforme a Lei N° 12.334, de 20 de setembro de 2010 (Política Nacional de Segurança de Barragens – PNSB), com alguns dispositivos alterados pela Lei N° 14.066, de 30 de setembro de 2020 e os parâmetros técnicos constantes no Manual de políticas e práticas de segurança de barragens para entidades fiscalizadoras da Agência Nacional de Águas (ANA).

A legislação é bem clara que, para estabelecer a área potencialmente afetada (a jusante da barragem), deve-se utilizar um Modelo Digital de Terreno (MDT) com a possibilidade do emprego de diferentes metodologias. Neste caso, conforme escrito em outro texto do nosso blog, a metodologia tecnicamente e economicamente mais viável é a de Topografia por Satélite. Mesmo assim, pode-se utilizar dados LiDAR de aerolevantamento tripulado ou não tripulado (vants e drones) porque obtém informações no nível do solo (MDT). Os produtos de geotecnologias indicados são as imagens de satélite ou fotos áreas para permitir a análise da ocupação do solo e delimitação das áreas afetadas.

As equipes técnica e comercial da TecTerra Geotecnologias possuem larga experiência em todos processos de desenvolvimento comercial, aplicação das legislações, execução e gestão dos projetos das situações exemplificadas.

Entre em contato conosco através do telefone ou WhatsApp (31) 9 9720-2614, ou pelo e-mail contato@tecterra.com.br para obter mais informações sobre os tecnologias que oferecemos aplicadas às legislações apresentadas

Texto de: Lucas A. Camargos – Diretor Técnico da TecTerra Geotecnologias – lucas.camargos@tecterra.com.br

Topografia por satélite aplicada à mineração: Porque é a metodologia tecnicamente e economicamente mais viável?

Topografia por satélite aplicada à mineração: Porque é a metodologia tecnicamente e economicamente mais viável?

As aplicações de imagens e topografia por satélite cresceram nas últimas décadas. O aumento dos sensores disponíveis, assim como das soluções e produtos desenvolvidos a partir de imagens de satélite, faz com que as aplicações sejam cada vez mais demandadas. Para mineração a topografia é amplamente utilizada para estudos e controle de barragens, planejamento e monitoramento de mina além de trabalhos de Geotecnia e Engenharia Geotécnica.

Tecnicamente a Topografia por Satélite possibilita em prazo inferior a 30 dias a obtenção de Modelos Digital de Terreno (MDT) com até 50 cm de resolução espacial e 1 metro de equidistância entre as curvas de nível, atendendo o Padrão de Exatidão Cartográfica Classe “A” (PEC A).  É uma metodologia notável pela grande precisão e acurácia, facilidade na aquisição de dados pelo acervo de informações e baixo custo financeiro, sem a necessidade de coletas de Pontos de Controle (GCP’s) em campo.

Na mineração a Topografia por satélite é um excelente custo/benefício para projetos que não demandam o nível de detalhamento alcançado pelo perfilamento a laser (LiDAR) aerotripulado ou por drones/vants que gera dados de terreno com resolução superior aos obtidos por satélite. É importante ressaltar que estereoscopia por drones/vants, é inadequada para obtenção de Modelo Digital de Terreno (MDT).

Topografia por satélite

MDT AW3D e Imagem de Satélite SuperView-1

Em trabalhos para este mercado é indispensável para estudo de viabilidade de barragens, de drenagem e cavas. Um dos produtos provenientes das imagens de satélite é a geração de topografia, com dados planialtimétricos tanto com Modelo Digital de Superfície (MDS) como com Modelo Digital de Terreno (MDT). A Topografia por Satélite é uma solução adquirida a partir da utilização de pares estereoscópicos e multivisão acrescida a aplicação de filtros, que permitem a geração da topografia com precisão e acurácia.

São algumas das aplicações da Topografia por Satélite para mineração:
Topografia por Satélite em trabalhos de Segurança de Barragens e DAM BREAK – Lei 12334/2010

Para segurança e monitoramento de barragens, as soluções da TecTerra auxiliam no cumprimento do Plano de Ações de Emergência – PAE, integrante do Plano de Segurança de Barragens, previsto na Lei 12334/2010. Outras aplicações são a realização de topografia de barragens e análises planialtimétricas de elevação do nível por Modelo Digital de Terreno e Superifície (MDT e MDS) e/ou simulação de rompimento de barragens (DAM BREAK).

Topografia por satélite MDEHC

Topografia por satélite AW3D – Modelo Digital de Elevação Hidrologicamente Consistente (MDEHC)

Como um dos produtos de Topografia por Satélite a TecTerra Geotecnologias oferece o AW3D da operadora japonesa RESTEC. Os produtos cartográficos são o Modelo Digital de Superfície (MDS), Modelo Digital de Terreno (MDT) nas resoluções de 50 cm, 1 metro, 2 metros, 2,5 metros e 5 metros e curvas de nível. Temos flexibilidade ao trabalharmos com pequenas, médias e grandes áreas e com dados de acervo ou programação (novas coletas).

Entre em contato com a equipe comercial da TecTerra através do telefone (31) 9 9817-5638, do WhatsApp (31) 9 8272-8729 ou envie um e-mail para contato@tecterra.com.br para estudarmos a melhor solução para o seu projeto e enviarmos maiores especificações técnicas dos diferentes produtos e tecnologias.

Texto de: Lucas Campos – Diretor Comercial da TecTerra Geotecnologias – lucas.campos@tecterra.com.br

Topografia com drones e vants: Como esses levantamentos podem ser corretos metodologicamente?

Topografia com drones e vants: Como esses levantamentos podem ser corretos metodologicamente?

É notável a movimentação causada pela introdução das tecnologias de aerolevantamento não tripuladas (UAV), como drones e vants no mercado de topografia e geotecnologias. Com um leque maior de metodologias surgem novas expectativas e incertezas sobre como utilizar as tecnologias de observação da terra nos serviços de mapeamento.

Todas as metodologias têm vantagens e desvantagens, adequações e inadequações, possibilidades e impossibilidades, ameaças e oportunidades. Os trabalhos com drones e vants, assim como as imagens de satélite e aerolevantamento tripulado são alternativas que devem ser consideradas. Nesse cenário é importante entender como utilizar cada tecnologia de forma adequada e as metodologias podem ser aplicadas conforme demanda de forma exclusiva ou complementar. A metodologia a ser aplicada deve considerar variáveis técnicas, comerciais, financeiras e econômicas de cada projeto. Uma das variáveis para definir a metodologia a ser aplicada é o tamanho, nível de detalhes e a feição da área a ser trabalhada.

topografia

Alturas das tecnologias de aquisição de dados de sensoriamento remoto. Fonte: MapScaping @byMapScaping

Levantamentos planialtimétricos

Para o levantamento planimétricos apenas, em projetos pontuais ou com áreas de até 1.000 Ha, drone pode ser tecnologia mais eficiente. Para projetos zonais em áreas maiores, em resolução (GSD) de até 30 cm, os produtos de imagens de satélite ganham em produtividade e custo/benefício. Já para projetos lineares ou em áreas maiores em escala maior que que 1:1.000, o aerolevantamento tripulado é a tecnologia adequada.

Para levantamentos altimétricos, ao considerar a geração Modelos Digitais de Superfície (MDS) e Modelos Digitais de Terreno (MDT), podem ser gerados com maior nível de precisão com aerolevantamento tripulado ou não tripulado (UAV), no último caso desde que equipado com laser, como por exemplo, o LiDAR. Com a aplicação de filtros as imagens de satélite têm produtos que geram MDT a partir de multivisão ou estereoscopia com excelente custo/benefício para grandes áreas e para aplicações que não demandam o nível de detalhamento alcançado pelo laser.

A estereoscopia gerada a partir de drones óticos é recomendada para projetos de alta periodicidade de mapeamento, pontuais e em locais sem obstáculos ou coberturas no terreno como vegetação e edificações. Existem aplicações em que a estereoscopia por drone ótico é a melhor alternativa como, por exemplo, monitoramento de cava de mina, em que a informação altimétrica é dinâmica e que o MDT coincide com MDS, ou também obras em que existe a necessidade de mapear as benfeitorias.

Porém é preciso eliminar a ideia de que é possível fazer qualquer mapeamento por drone. Tecnologias de estereoscopia por drone, são inadequadas para obtenção de Modelo Digital de Terreno e em áreas em que há cobertura no solo como benfeitorias e vegetação, já que geram apenas Modelos Digitais de Superfície. Em alguns projetos se comete o erro metodológico de se utilizar no processamento, técnica que consiste na generalização da informação no objetivo de se atingir o nível do terreno. Na prática é um falseamento da informação na tentativa gerar Modelo Digital de Terreno, o que é inadequado para qualquer aplicação técnica e que tem valor apenas ilustrativo.

Existem diversas opções de topografia por sensoriamento remoto no mercado com distintas variáveis metodológicas que se adequam as necessidades do cliente, orçamento e nível de detalhes das informações que se deseja obter. Assim com orientações técnicas e comerciais adequadas os usuários e clientes podem obter produtos cartográficos de topografia com boa qualidade e adaptados a cada projeto.

Para saber mais sobre aplicações de topografia entre em contato com a nossa equipe comercial pelo telefone (31) 9 9817-5638, WhatsApp (31) 9 8272-8729 ou pelo e-mail contato@tecterra.com.br.

Texto de: Lucas Campos – Diretor Comercial da TecTerra Geotecnologias – lucas.campos@tecterra.com.br

Lançado o satélite de Observação da Terra GaoFen-11 (GF-11)

Lançado o satélite de Observação da Terra GaoFen-11 (GF-11)

Foi lançado com sucesso o GaoFen-11 (GF-11) mais um satélite de Observação da Terra chinês. Ele foi lançado na China da base de Taiyuan, província de Shanxi, no dia 31/07/2018 às 03:00 UTC (11:00 hora de Beijing) por meio do veículo lançador de satélites Long March-4B.

Veja o lançamento do GaoFen-11 no vídeo abaixo

 

O GaoFen-11 (GF-11) terá aplicações no planejamento urbano, topografia, auxílio em projetos infraestrutura, obras de engenharia, monitoramento de modificações ocorridas na paisagem dentre outras. Seus dados e informações serão utilizados para auxiliar o Belt and Road Initiative (BRI) um projeto governamental chinês que objetiva conectar a China com a o restante dos continentes da Ásia, África e Europa. Isto abrangerá aproximadamente 4,8 bilhões de pessoas residentes em 70 países por meio de uma extensa rede de vias marítimas e ligações terrestres.

Mais detalhes e especificações técnicas do GaoFen-11 (GF-11) serão divulgadas em breve.

Mais um lançamento de satélites de Observação da Terra chineses em 2018

No mês de Janeiro foram lançados dois satélites da constelação SuperView-1. O SuperView-1 possui 50 centímetros de resolução espacial nas bandas RGB e IR e compreende no total de 4 satélites idênticos entre si. Até o final do ano de 2022 a constelação estará completa e terá 16 satélites capazes de adquirir imagens de alta resolução espacial.

Em março de 2018 foram lançados três satélites da constelação GaoFen-1 (GF-1). Assim a constelação compreenderá quatro satélites capazes de obter imagens de média resolução espacial com diferentes especificações técnicas.

No mês de Maio foi lançado o GaoFen-5 (GF-5) que possui sensores hiperespectrais voltados para aplicações de uso e ocupação do solo, poluição do ar e estudos ambientais.

Em Junho foi lançado o GaoFen-6 (GF-6) que possui as especificações técnicas são similares ao GaoFen-1 (GF-1). O que o diferencia são os novos sensores tecnologicamente mais avançados com área de imageamento maior (swath). Neste mesmo lançamento também foi lançado o satélite experimental Luojia-1 que consiste em um CubeSat.

Os outros satélites de Observação da Terra da operadora SpaceWill são o SuperView-1GaoFen-1 (GF-1)GaoFen-2 (GF-2)ZiYuan-3 (ZY-3), Huanjing-1A&B (HJ-1A&1B) e também comercializados pela TecTerra Geotecnologias.

Entre em contato com a equiper comercial da TecTerra através do telefone (31) 3071-7080, do WhatsApp (31) 9 9817-5638 ou pelo email contato@tecterra.com.br para enviarmos uma amostra e verificarmos a disponibilidade de imagens de satélites da operadora Space View e de outras que trabalhamos.

Japão cria GPS com margem de erro reduzida a centímetros

Japão cria GPS com margem de erro reduzida a centímetros

Os japoneses vão inaugurar, em 2018, um sistema de localização por GPS muito mais preciso, com uma margem de erro reduzida a centímetros.  A Inauguração do novo sistema de localização será em 2018 com uma margem de erro praticamente zerada possibilita novas aplicações

O foguete que levou o novo satélite foi lançado da base de Tanegashima, no Sul do Japão. Quem diria que algo que vai tão alto, fica orbitando no espaço, ajuda tanto a nossa vida aqui embaixo.

O sistema de GPS, que já existe há mais de 30 anos, é fundamental em várias áreas: nos orienta no trânsito, ajuda na navegação marítima, no transporte aéreo, na segurança de cargas nas estradas. Ninguém se perde com os satélites enviando informações de posicionamento.

O GPS que a gente conhece funciona bem, mas os japoneses acreditam que podem desenvolver um sistema melhor. O que existe hoje tem uma margem de erro de dez metros, ou seja, os satélites não fazem distinção se dobra uma esquina ou se está em outro ponto. O que os japoneses estão fazendo é reduzir essa margem de erro de dez metros para dez centímetros.

O GPS e GNSS hoje é possível com informações enviadas por satélites geoestacionários, que ficam parados orbitando sobre pontos fixos na Terra. O sistema japonês será diferente: serão quatro satélites ao todo, três sempre em movimento, fazendo um traçado em forma de oito.

Um ficará parado sobre Tóquio. Assim, mudando de posição, os especialistas garantem que não haverá área de sombra, sem sinal, por exemplo, em locais cercados por prédios muito altos.

Com a margem de erro praticamente zerada, também vai ser mais fácil desenvolver outras aplicações: os carros que rodam sozinhos, sem motorista, terão mais precisão; ficará mais segura a entrega de mercadorias por drones; e até encontrar pessoas desaparecidas, como idosos, problema grave num país com uma população que envelhece rápido.

Por enquanto, dois satélites foram lançados, mas a promessa é que em 2018 o japonês já terá um GPS para chamar de seu.

Fonte: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2017/06/japao-cria-gps-com-margem-de-erro-reduzida-centimetros.html

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