Divulgadas primeiras imagens do satélite CBERS 04A

Divulgadas primeiras imagens do satélite CBERS 04A

A recepção no Brasil das primeiras imagens do satélite CBERS 04A ocorreu em 27 de dezembro de 2019. Após uma semana de testes com todos os subsistemas do satélite e de uma sequência de manobras para coloca-lo em sua órbita nominal, as três câmeras do CBERS 04A foram ligadas sobre o Brasil por 11 minutos, de 10h56 a 11h07, horário local de Brasília. A estação terrena do INPE em Cuiabá, MT, recebeu e gravou os dados brutos das câmeras WPM, MUX e WFI, que foram processados em São José dos Campos, SP.

CBERS 04A

As figuras a seguir mostram três exemplos, com imagens sobre o Brasil, das câmeras do satélite.

CBERS 04A

Imagem WFI – Composição em cores reais, 55 m de resolução espacial, recorte de 330 km por 200 km (Cuiabá, MT, abaixo à esquerda; Reservatório do Manso acima no centro).

 

CBERS 04A

Imagem MUX – Composição em cores reais, 16 m de resolução espacial, recorte de 30 km por 20 km (cidades de Jardim e Guia Lopes da Laguna, MS).

 

CBERS 04A

Imagem WPM – Banda pancromática, 2 m de resolução espacial, recorte de 5 km por 3 km (cidade de Primavera do Leste, MT).

A seguir vemos exemplos das primeiras imagens recebidas em território chinês. A imagem logo a seguir é da câmera WPM, onde foi feita uma fusão entre a banda pancromática e as bandas multiespectrais, que lhe conferem o colorido.

CBERS04A

Imagem WPM – Composição em cores reais, banda pancromática (2 m) mais as bandas multiespectrais (8 m), recorte de 2 km por 2 km (LhaSa, província do Tibete).

 

Imagens de satélite

Imagem MUX – Composição em cores reais, resolução espacial de 16 m, recorte de 20 km por 11 km (região de Aksu, província de Xinjiang).

 

Imagem de satélite

Imagem WFI – Composição em cores reais, resolução espacial de 55 m, recorte de 620 km por 180 km (Lago Qinghai, província de Qinghai).

A partir de agora inicia-se a fase de comissionamento do CBERS 04A, com duração prevista de aproximadamente três meses. Durante essa fase serão avaliadas a qualidade radiométrica e geométrica das imagens das três câmeras. Todos os ajustes necessários, tanto no software de processamento quanto nos parâmetros de configuração de cada câmera, serão feitos nesse período com o objetivo de gerar produtos de imagens com a melhor qualidade possível. Essa fase se encerrará com uma discussão técnica para aprovação do relatório final do comissionamento por uma equipe de especialistas. O satélite CBERS 04A será então declarado operacional.

Fonte: INPE

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Seminário de Novas Tecnologias em Topografia por Satélite/AW3D e Radar/SAR para Barragens e Áreas de Risco

Seminário de Novas Tecnologias em Topografia por Satélite/AW3D e Radar/SAR para Barragens e Áreas de Risco

A TecTerra convida para Seminário com palestras da RESTEC, Defesa Civil MG, WALM Engenharia e IGC UFMG

A TecTerra está promovendo, em parceria com a Restec – Remote Sensing Technology Center of Japan, o Seminário de Novas Tecnologias em Topografia por Satélite / AW3D e Radar / SAR para Barragens e Áreas de Risco

DATA: 25/11/2019 | HORÁRIO: 13HS | LOCAL: PLENÁRIO CREA-MG
Avenida Álvares Cabral, 1600, 6º andar, Bairro Santo Agostinho
Belo Horizonte, Minas Gerais

As vagas são limitadas, por isso faça sua inscrição enviando e-mail para contato@tecterra.com.br com o(s) nome(s) do(s) participante(s) e Instituição / Empresa. Confira abaixo a Programação completa do Seminário:

PROGRAMAÇÃO

Seminário de Novas Tecnologias em Topografia por Satélite / AW3D e Radar / SAR para Barragens e Áreas de Risco

13hs – Abertura e apresentação geral

13:15hs – Novas tecnologias de Modelos de Elevação (AW3D) e Imagens de Radar/SAR | New Technologies for Elevation Models (AW3D) and Radar/SAR Imaging
(Palestra ministrada em inglês)

Palestrante: Mariko Morioka
Gerente de Vendas – América do Sul | Sales Manager for South America –  Remote Sensing Technology Center of Japan (RESTEC)

14hs – Modelos Digitais de Terreno (MDT) aplicados à análise de áreas de risco de inundações e deslizamentos
Palestrante: Profa. Dra. Maria Giovana Parizzi
Vice-diretora do IGC – Instituto de Geociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Coordenadora do NAPq – IGC

14:45hs – Cenários Prospectivos em Minas Gerais 
Palestrante: Sr. Major Carlos Eduardo Lopes – Superintendente de Gestão de Desastres da Defesa Civil do Estado de Minas Gerais

15:30hs – Intervalo e Coffee Break

16hs – Emprego de SAR aerotransportado e orbital para detecção de falhas em estruturas de diques: Estudo de caso no levee (dique) do Rio Mississippi, EUA
Palestrante: Prof. Rodrigo Affonso de Albuquerque Nobrega, Ph.D.
Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Análise e Modelagem de Sistemas Ambientais e Professor do Programa de Pós-Graduação em Geotecnia e Transportes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

16:45hs – Estudo de Dam Break com o uso de Modelo Digital de Terreno (MDT) AW3D
Palestrante: MSc. Othon José Rocha
Coordenador de Projetos da Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental

17:30hs- Debate sobre as palestras

IBGE divulga nova edição do relatório de reformulação metodológica do cálculo das altitudes de referência

IBGE divulga nova edição do relatório de reformulação metodológica do cálculo das altitudes de referência

O IBGE recalcula periodicamente a altitude de mais de 70 mil pontos em diferentes localidades do território do país. Esses pontos integram a Rede Altimétrica de Alta Precisão do Sistema Geodésico Brasileiro, que serve como referência para o mapeamento do território, as atividades de engenharia e diversos estudos científicos. Com o reajustamento implementado em 2018, a altimetria do Brasil se alinha ao Sistema Internacional de Referência para Altitudes.

O IBGE divulga hoje a segunda edição do relatório de cálculo das novas altitudes de alta precisão, que servem de base para atividades de engenharia, mapeamento e estudos científicos em todo o território nacional. O Relatório do Reajustamento da Rede Altimétrica com Números Geopotenciais 2018 está disponível aqui.

Esta edição do relatório complementa os resultados apresentados em julho de 2018, com as altitudes das estações geodésicas altimétricas que não puderam ser calculadas naquela oportunidade, e com a comparação das novas altitudes em relação ao nível médio do mar ao longo do litoral brasileiro.

Denominado “Reajustamento da Rede Altimétrica com Números Geopotenciais” (REALT-2018), o novo processo de cálculo das altitudes dos marcos geodésicos do IBGE, possibilitou a revisão das bases de dados e a inédita integração de informações da variação da gravidade.

Desde o início de suas medições de nivelamento geométrico, em 1945, o IBGE recalcula periodicamente as altitudes das Referências de Nível (RRNN) da Rede Altimétrica de Alta Precisão (RAAP) do Sistema Geodésico Brasileiro (SGB), por meio do “ajustamento pelo método dos mínimos quadrados”. Esses cálculos incorporam novas observações de nivelamento geométrico e gravimetria, a correção de inconsistências eventualmente detectadas na RAAP e a utilização de novas técnicas de observação e cálculo.

A integração dos valores da gravidade às RRNN permite a obtenção de altitudes mais precisas, já que, na superfície terrestre, a gravidade varia à medida em que nos afastamos da linha do Equador em direção aos polos. A inclusão da gravidade evita inconsistências altimétricas, auxiliando tanto a integração das redes de altitudes entre países vizinhos como o estudo dos impactos de elevação do nível médio do mar na zona costeira.

Nos ajustamentos anteriores (2011, 1993, 1975~1959), em função da insuficiência de observações gravimétricas, apenas a correção de gravidade teórica foi aplicada aos desníveis observados, resultando em altitudes ortométricas simplificadas. No REALT-2018, foi possível obter valores reais de gravidade para todas as RRNN da RAAP e, assim, calcular as chamadas altitudes normais, mais adequadas aos modernos conceitos e métodos da Geodésia.

A decisão de realizar um novo ajustamento, iniciado em 2015, deve-se à necessidade de modernização da componente vertical do SGB, em consonância com a resolução da Associação Internacional de Geodésia (IAG) sobre o Sistema Internacional de Referência para Altitudes (IHRS/IHRF). Também foi decisivo o grande aprimoramento da cobertura gravimétrica do território brasileiro, conduzido pelo IBGE e por outras instituições nas últimas décadas. Com isso, pela primeira vez, os usuários do SGB terão à sua disposição altitudes consistentes com os modelos geodésicos globais. Saiba mais sobre as redes geodésicas aqui.

Fonte: IBGE

TecTerra Geotecnologias abre unidade de negócios em São José dos Campos, SP

TecTerra Geotecnologias abre unidade de negócios em São José dos Campos, SP

Com a nova unidade em São José dos Campos (SP), a TecTerra se aproxima ainda mais de clientes e parceiros, além de potencializar o desenvolvimento de negócios e projetos referentes às geotecnologias, com destaque ao sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas.

Com sede em Nova Lima, cidade da grande Belo Horizonte (MG), a TecTerra atua no mercado de Geotecnologias em todo o Brasil, com parceiros por todo o mundo. A gama de serviços prestados pela TecTerra engloba Imagens de Satélite, Aerofotogrametria, Topografia e Geodésia, Processamento Digital de Imagens, Geoprocessamento, Geração de Modelos Digitais, entre outros. E com o intuito de atender a demanda de expansão no mercado de geotecnologias, a TecTerra acaba de inaugurar uma nova unidade de negócios em São José dos Campos, São Paulo.

Considerada cidade pólo do setor de geotecnologias, São José dos Campos abriga grandes empresas do setor, além de startups, universidades e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Com isso, a TecTerra se aproxima ainda mais de clientes e parceiros, além de potencializar o desenvolvimento de negócios e projetos referentes às geotecnologias, com destaque ao sensoriamento remoto e sistemas de informações geográficas.

TecTerra Andre Luck

André Luck – Diretor de Negócios – SP

O responsável pela unidade, André Luck, possui mais de 15 anos de experiência no mercado das Geotecnologias e irá assumir todas as atividades inerentes ao desenvolvimento de novas frentes de negócios para a TecTerra. Segundo Christian Vitorino, Diretor de Novos Negócios da empresa, ressalta:

“Pretendemos consolidar nossa marca na região com a abertura de novas frentes de projetos e desenvolvimento de parcerias com outras empresas e instituições. Posteriormente, nossa ideia é montar uma estrutura maior para a execução de projetos e pesquisas no setor de geotecnologias”.

A nova unidade em São José dos Campos está localizada no Jardim Aquarius, Avenida Cassiano Ricardo, 601, sala 156, Edifício The One.

E para saber mais sobre a TecTerra, visite o site e leia sobre os serviços, aplicações e notícias: https://tecterra.com.br.

Se quiser entrar em contato com a equipe da TecTerra, envie e-mail para contato@tecterra.com.br , (31) 3071-7080 ou ligue diretamente para André Luck (Unidade de São José dos Campos) no telefone (11) 97576-9123 ou pelo e-mail andre.luck@tecterra.com.br .

CPRM publica cartografia inédita sobre mapeamento de perigo

CPRM publica cartografia inédita sobre mapeamento de perigo

Desenvolvida durante quatro anos, por pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a metodologia para mapear áreas de perigo geológico já foi aplicada em cinco municípios do estado de Santa Catarina. São eles: Rio do Sul, Guaramirim, Braço do Norte, Herval d’Oeste e Santo Amaro da Imperatriz. Diferentemente das Cartas de Suscetibilidade e da Setorização de Risco Alto e Muito Alto, este método representa um avanço na área de Geologia Aplicada, pois evidencia o grau de atingimento a ser provocado em caso de deslizamentos planares e rotacionais, queda de blocos e fluxo de detritos baseando-se em parâmetros geológicos, geomorfológicos e estatísticos.

mapeamento de perigo

Carta de Perigo da área 32 de Guaramirim (SC)

Com isso, autoridades, gestores públicos, profissionais do setor privado, sociedade civil e a comunidade acadêmica contam com um diagnóstico para facilitar a tomada de decisão no gerenciamento do perigo e do risco. Esse produto cartográfico, portanto, pode ser utilizado para: orientar a elaboração dos planos de contingência e a emissão de alertas nas comunidades em risco; auxiliar na gestão territorial e políticas de uso e ocupação do solo; orientar as propostas de expansão urbana dos municípios em locais seguros; e, por fim, nortear a implantação de obras preventivas ou de reabilitação nos locais prioritários a fim de se evitar a formação de novas áreas de risco.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas e Desastres Naturais (CEMADEN), em fevereiro de 2019, ocorreu uma precipitação acumulada de 206,2mm/48h, em Guaramirim. “Como consequência, 31 deslizamentos planares atingiram o perímetro urbano do município. Cerca de 89% dos deslizamentos gerados ocorreram nas áreas identificadas nas cartas de perigo”, destaca o coordenador executivo do projeto e pesquisador em Geociências da CPRM, Thiago Dutra.

mapeamento de perigo

Trincas em Rio do Sul (SC)

O trabalho dos geocientistas consiste em levantar informações de aspectos morfológicos do relevo, demográficos e temáticos; definir áreas de estudo a partir do plano diretor municipal; e realizar análise de perigo no escritório e no campo.

Cerca de 20 pesquisadores atuaram na elaboração do Manual de Mapeamento de Perigo e Risco a Movimentos Gravitacionais de Massa, que foi idealizado no âmbito do acordo de cooperação técnica internacional firmado pelo Brasil com o Japão para Fortalecimento da Estratégia Nacional de Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais (Projeto GIDES), no período de 2014 a 2017.

Estudantes de graduação e pós-graduação inclusive já utilizaram este método para desenvolver trabalho de conclusão de curso e dissertação de mestrado. No mês passado, o Departamento de Gestão Territorial promoveu um workshop no Escritório do Rio de Janeiro para debater pesquisas realizadas neste sentido, com o objetivo de continuar aprimorando a metodologia estabelecida no Manual.

mapeamento de perigo

Pesquisador em Geociências durante mapeamento em Rio do Sul (SC)

No segundo semestre deste ano, a equipe técnica da CPRM executará etapas de campo em Ilhota (SC) e Ouro Preto (MG). Em 2020, Paraupebas, no Pará, também será mapeado. Além da disponibilização dos relatórios, mapas e dados vetoriais (SIG) no RIgeo (Repositório Institucional de Geociências do Serviço Geológico do Brasil), os produtos estão acessíveis pelo site (www.cprm.gov.br).

“Ao longo do mapeamento das cartas de perigo, a metodologia desenvolvida em cooperação com as instituições japonesas pôde ser aplicada pela primeira vez no Brasil. Na ocasião, foram avaliados os critérios topográficos de identificação, regras de delimitação para definir o atingimento dos processos e as correlações entre as feições de instabilidade presentes no terreno e a qualificação de Perigo. O resultado foi frutífero. Tivemos a oportunidade de correlacionar o mapeamento em um dos municípios com um evento ocorrido em Guaramirim. A experiência adquirida pela equipe permitirá o aprimoramento da próxima versão do manual de Perigo e Risco, prevista para 2020”, acrescenta o geólogo Thiago Dutra.

mapeamento de perigo

Movimentos gravitacionais de massa avaliados na metodologia de perigo (CPRM, 2018)

Acesse aqui as cartas de perigo publicadas.

Fonte: Serviço Geológico do Brasil – CPRM

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