CPRM publica cartografia inédita sobre mapeamento de perigo

CPRM publica cartografia inédita sobre mapeamento de perigo

Desenvolvida durante quatro anos, por pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a metodologia para mapear áreas de perigo geológico já foi aplicada em cinco municípios do estado de Santa Catarina. São eles: Rio do Sul, Guaramirim, Braço do Norte, Herval d’Oeste e Santo Amaro da Imperatriz. Diferentemente das Cartas de Suscetibilidade e da Setorização de Risco Alto e Muito Alto, este método representa um avanço na área de Geologia Aplicada, pois evidencia o grau de atingimento a ser provocado em caso de deslizamentos planares e rotacionais, queda de blocos e fluxo de detritos baseando-se em parâmetros geológicos, geomorfológicos e estatísticos.

mapeamento de perigo

Carta de Perigo da área 32 de Guaramirim (SC)

Com isso, autoridades, gestores públicos, profissionais do setor privado, sociedade civil e a comunidade acadêmica contam com um diagnóstico para facilitar a tomada de decisão no gerenciamento do perigo e do risco. Esse produto cartográfico, portanto, pode ser utilizado para: orientar a elaboração dos planos de contingência e a emissão de alertas nas comunidades em risco; auxiliar na gestão territorial e políticas de uso e ocupação do solo; orientar as propostas de expansão urbana dos municípios em locais seguros; e, por fim, nortear a implantação de obras preventivas ou de reabilitação nos locais prioritários a fim de se evitar a formação de novas áreas de risco.

Segundo o Centro Nacional de Monitoramento de Alertas e Desastres Naturais (CEMADEN), em fevereiro de 2019, ocorreu uma precipitação acumulada de 206,2mm/48h, em Guaramirim. “Como consequência, 31 deslizamentos planares atingiram o perímetro urbano do município. Cerca de 89% dos deslizamentos gerados ocorreram nas áreas identificadas nas cartas de perigo”, destaca o coordenador executivo do projeto e pesquisador em Geociências da CPRM, Thiago Dutra.

mapeamento de perigo

Trincas em Rio do Sul (SC)

O trabalho dos geocientistas consiste em levantar informações de aspectos morfológicos do relevo, demográficos e temáticos; definir áreas de estudo a partir do plano diretor municipal; e realizar análise de perigo no escritório e no campo.

Cerca de 20 pesquisadores atuaram na elaboração do Manual de Mapeamento de Perigo e Risco a Movimentos Gravitacionais de Massa, que foi idealizado no âmbito do acordo de cooperação técnica internacional firmado pelo Brasil com o Japão para Fortalecimento da Estratégia Nacional de Gestão Integrada de Riscos em Desastres Naturais (Projeto GIDES), no período de 2014 a 2017.

Estudantes de graduação e pós-graduação inclusive já utilizaram este método para desenvolver trabalho de conclusão de curso e dissertação de mestrado. No mês passado, o Departamento de Gestão Territorial promoveu um workshop no Escritório do Rio de Janeiro para debater pesquisas realizadas neste sentido, com o objetivo de continuar aprimorando a metodologia estabelecida no Manual.

mapeamento de perigo

Pesquisador em Geociências durante mapeamento em Rio do Sul (SC)

No segundo semestre deste ano, a equipe técnica da CPRM executará etapas de campo em Ilhota (SC) e Ouro Preto (MG). Em 2020, Paraupebas, no Pará, também será mapeado. Além da disponibilização dos relatórios, mapas e dados vetoriais (SIG) no RIgeo (Repositório Institucional de Geociências do Serviço Geológico do Brasil), os produtos estão acessíveis pelo site (www.cprm.gov.br).

“Ao longo do mapeamento das cartas de perigo, a metodologia desenvolvida em cooperação com as instituições japonesas pôde ser aplicada pela primeira vez no Brasil. Na ocasião, foram avaliados os critérios topográficos de identificação, regras de delimitação para definir o atingimento dos processos e as correlações entre as feições de instabilidade presentes no terreno e a qualificação de Perigo. O resultado foi frutífero. Tivemos a oportunidade de correlacionar o mapeamento em um dos municípios com um evento ocorrido em Guaramirim. A experiência adquirida pela equipe permitirá o aprimoramento da próxima versão do manual de Perigo e Risco, prevista para 2020”, acrescenta o geólogo Thiago Dutra.

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Movimentos gravitacionais de massa avaliados na metodologia de perigo (CPRM, 2018)

Acesse aqui as cartas de perigo publicadas.

Fonte: Serviço Geológico do Brasil – CPRM

Gestão territorial em áreas piloto na Amazônia

Gestão territorial em áreas piloto na Amazônia

A Embrapa iniciou projeto que ajudará na gestão territorial dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão e Roraima. É o TERRAMZ- Conhecimento Compartilhado para Gestão Territorial Local na Amazônia, que busca realizar o levantamento, monitoramento e análise de dados geoespaciais sobre o uso da terra, degradação florestal, incêndios, queimadas e disponibilidade de recursos naturais em áreas pilotos de cinco estados envolvidos.

gestão territorial

Equipe da Embrapa Roraima em capacitação para uso de drone nas atividades do Projeto TERRAMAZ

O TERRAMAZ faz parte do Projeto integrado da Amazônia, financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A iniciativa trabalha com metodologias participativas, bases de dados e geração de mapas das regiões. De acordo com o pesquisador da Embrapa Haron Xaud, coordenador do projeto, o TERRAMZ trará inovações quanto à disponibilização de informações espaciais para a gestão de territórios menores, com coleta e organização de dados em uma escala local, focando em municípios, vilas, vicinais, propriedades rurais e seu entorno.

“Esperamos que esse mapeamento funcione como uma ferramenta de planejamento para a ocupação e redirecionamento das atividades numa perspectiva abaixo da escala de município”, comenta.

O pesquisador explica que a gestão territorial envolve processos de levantamentos de dados e informações de várias naturezas e em diferentes escalas, permitindo um entendimento integrado dos espaços geográficos.  “Assim, um ordenamento territorial em escala local na Amazônia seria um instrumento importante para guiar o uso adequado dos ambientes e ajudar na criação de planos de desenvolvimento mais sustentáveis para a região”, diz Xaud.

Todas as informações e materiais gerados no projeto serão disponibilizados em formato e linguagem acessível, buscando auxiliar os atores envolvidos nos processos de tomada de decisão quanto às melhores estratégias para a construção de planos de desenvolvimento e elaboração de políticas públicas.

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Mapas dos municípios da região sul de Roraima elaborados pelo projeto TERRAMAZ

Caráter Participativo

O projeto tem como destaque a construção participativa do conhecimento territorial, com ações junto às populações locais e incentivo à troca de saberes.  Para isso, prevê a realização de oficinas voltadas para o levantamento e organização do conhecimento dos agricultores sobre tópicos como o uso do solo, clima, aptidão agrícola, zoneamentos, organização do espaço rural, incêndios florestais e desmatamento.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Maristela Xaud, a ideia é fazer o mapeamento participativo das propriedades e do seu entorno pelos próprios agricultores. “Queremos realizar um exercício de construção de conhecimentos para a extração de uma percepção comunitária sobre os problemas ambientais mais importantes nos territórios do projeto”, comenta.

A formação dos agentes multiplicadores locais é outra questão importante trabalhada no TERRAMZ. O intuito é formar profissionais para atuação na produção e interpretação de mapas e utilização de dados disponíveis sobre as áreas pilotos, contribuindo com a gestão territorial local. Assim, serão realizadas capacitações e treinamentos em gestão territorial local, uso da terra, degradação florestal, recursos naturais e adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

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Compartilhamento de conhecimento com produtor

Ações nos Estados

O TERRAMZ trabalhará com atividades específicas em cada estado. No Acre, a região atendida tem como eixo a BR 364, na tríplice fronteira entre Acre, Amazonas e Rondônia, representando uma área de cerca de 600 mil hectares; é composta ainda de ações no município de Cruzeiro do Sul. A Embrapa Acre é coordenadora das ações neste território. Os pesquisadores serão responsáveis pela criação das bases para a estruturação de um sistema de Gestão Territorial Local de caráter participativo. Essa ação envolve a integração do conhecimento e dos resultados gerados nas demais atividades do TERRAMZ.

Em Roraima, os trabalhos ocorrerão nos municípios da região sul do Estado (Rorainópolis, São Luiz, São João da Baliza, Caroebe e Caracaraí), com utilização de drones para mapeamento participativo de pastagens, mapeamento e seleção de árvores matrizes em área de coleta de sementes e mapeamento de propriedades rurais, entre outras atividades.

No Amapá, o trabalho será desenvolvido no Território do Bailique, localizado a cerca de 200 quilômetros da cidade de Macapá (capital do estado), na foz do rio Amazonas, sob a coordenação da Embrapa Amapá. O foco será a pesquisa para a integração dos conhecimentos tradicionais associados ao extrativismo dos açaizais nativos, com a utilização de drones para a identificação espacial e o mapeamento da ocorrência desses açaizais sob diferentes regimes de uso.

No Estado do Amazonas, também serão utilizados drones para levantamento e caracterização do potencial de ocorrência de castanheiras no município de Manicoré, no sul do Estado, com monitoramento de 1.200 hectares. A coordenação das atividades será realizada pela Embrapa Amazônia Ocidental.

Já no Maranhão, o projeto estudará a dinâmica de desmatamento e uso da terra através do mapeamento participativo com pescadores e quebradeiras de coco no assentamento agroextrativista Bacuri, no município de Cajari, na Baixada Maranhense. As atividades serão coordenadas pela Embrapa Cocais.

Em todos os territórios envolvidos no projeto, serão realizadas análises da dinâmica de uso da terra a partir de dados existentes em escala de município, visando a divulgação e discussão nas comunidades envolvidas.

gestão territorial gestão territorial

Equipe do TERRAMAZ de Roraima e Acre em articulação junto à Associação dos Pequenos Produtores do Projeto Reca,em Vila Nova Califórnia – RO

Queimadas e Incêndios

Outro ponto de destaque do projeto são as atividades relacionadas às queimadas e incêndios florestais. O TERRAMZ realizará o monitoramento e avaliação da degradação florestal por incêndios, com previsão de criação de sistema de alerta participativo em nível local. A estratégia de atuação para este tema será coordenada pela Embrapa Roraima, apoiando as atividades de monitoramento de focos de calor, risco de fogo e alertas nos demais estados participantes do projeto.

Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Roraima

Contatos para a imprensa

Telefone: (95) 4009-7114

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac

Fonte: EMBRAPA

A TecTerra Geotecnologias realiza serviços de mapeamentos para diversos mercados, inclusive para a temática ambiental e gestão territorial. Entre em contato conosco através do telefone (31) 3071-7080 ou do e-mail contato@tecterra.com.br para mais informações.

IBGE lança a Macrocaracterização dos Recursos Naturais do Brasil

IBGE lança a Macrocaracterização dos Recursos Naturais do Brasil

O IBGE lançou o primeiro volume da coleção Macrocaracterização dos Recursos Naturais do Brasil, com o resultado de mapeamentos temáticos produzidos desde a década de 1970, com o Projeto RADAM/RADAMBRASIL, passando pelos anos 1990, com o SIVAM, e atualizados até 2017, com imagens de satélite e levantamentos de campo. Também hoje está sendo laçado o primeiro de quatro folders em formato 80 X 60 cm, que sintetizam cada um dos quatro temas da macrocaracterização. A publicação pode ser acessada na Plataforma Geográfica Interativa (PGI) do IBGE ou baixada em formato PDF.

Os mapeamentos, os registro fotográficos e atividades de campo envolvidos nesse trabalho se originam no Projeto RADAM/ RADAMBRASIL, desenvolvido nas décadas de 1970 e 1980. Posteriormente, um convênio celebrado entre o IBGE e o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM), em 1998, produziu novos levantamentos. O trabalho complementar, com imagens de satélites e observações in loco, foi realizado pelo IBGE até 2017. O mapeamento resultante cobre todo o território do país, na escala 1:250 000.

A publicação, com 167 páginas, está estruturada em quatro capítulos, com os grandes conjuntos de elementos naturais. Para a Geologiasão apresentadas as províncias estruturais; para a Geomorfologia, os compartimentos de relevo; para a Pedologia, os tipos de solos em sua primeira ordem; e para a Vegetação, as Regiões fitoecológicas. Cada capítulo analisa os significados das classificações e os procedimentos técnicos realizados para elaboração dos mapeamentos.

A distribuição espacial dos elementos naturais é representada não somente através de mapas, mas também de fotos, ilustrações, diagramas e perfis esquemáticos. A publicação também contém textos descritivos e analíticos, além de estatísticas informando a distribuição espacial dos elementos naturais pertinentes a cada tema, para o Brasil e as 27 unidades da federação. Cada um dos capítulos é complementado com uma lista de referências bibliográficas.

Utilização em salas de aula

O IBGE também elaborou um conjunto de quatro pranchas, em formato 80 X 60 cm, com os principais mapas e elementos gráficos de cada capítulo da Macrocaracterização dos Recursos Naturais do Brasil. A ideia é que esses painéis sejam usados como material de apoio em salas de aula, centros de estudos e órgãos de gestão ambiental.

O primeiro destes quatro painéis, sobre o tema Geologia, também está sendo lançado hoje com a representação das Províncias estruturais, dos compartimentos de relevo, tipos de solos e regiões fitoecológicas.

A coleção Macrocaracterização dos Recursos Naturais do Brasil traz um detalhamento precioso dos aspectos naturais do Brasil e é direcionada a estudantes, professores, agentes públicos e gestores do meio ambiente.

Fonte: IBGE

Geoparques aproximam as geociências do turismo

Geoparques aproximam as geociências do turismo

Segundo a UNESCO os geoparques são uma área geográfica de limites bem definidos, onde sítios e paisagens de significado geológico internacional são gerenciados com um conceito que une proteção, educação e desenvolvimento sustentável. Mesmo não sendo uma unidade de conservação e nem uma área protegida, oferece a possibilidade de associar a proteção do patrimônio geológico com o turismo e o desenvolvimento regional. Em outras palavras, um geoparque é uma área aberta, sem interferência ou restrições nas atividades normais da comunidade, inclusive a mineração.

Os geoparques são capazes de estimular a criação de empresas locais inovadoras, novos empregos e cursos de treinamento de alta qualidade, à medida que novas fontes de receita são geradas através do geoturismo. Além disso, seus objetivos devem incluir a promoção da educação em geociências e a preservação do local para visitas de gerações futuras. Carlos Schobbenhaus, coordenador do Projeto Geoparques da CPRM, reforça o benefício econômico que os geoparques trazem por meio do ecoturismo, “o Brasil tem um enorme potencial geoturístico e condições favoráveis para desenvolver plenamente essa atividade, de maneira a usufruir dos benefícios sociais que ela pode oferecer. Um deles é permitir aos turistas conhecer o patrimônio geológico que compõe esse cenário, levando a comunidade a valorizá-lo e, consequentemente, promover a sua geoconservação de forma sustentável.”

O pesquisador avalia que, dessa forma, os visitantes dos geoparques não vão admirá-los somente pela beleza da paisagem, mas também, vão passar a conhecer a sua origem e seu significado para a evolução geológica do planeta, ou seja, o seu valor científico. “Por exemplo, se o Morro do Pão de Açúcar estivesse incluído em um geoparque, o turista não admiraria somente o cartão postal mais conhecido do Brasil, mas também tomaria conhecimento da importância científica deste  geossítio. Logo, ele saberia que o local representa um granitoide foliado sin-colisional, datado em 560 milhões de anos, uma referência internacional para a aglutinação final da porção oeste do Supercontinente Gondwana, entre outros atributos de valor científico e didático. ” Explica Schobbenhaus.

Projeto Geoparques

Projeto Geoparques – criado pela CPRM em 2006, tem um importante papel para subsidiar a criação de geoparques no Brasil. Seu objetivo é a identificação, levantamento, descrição, inventário, diagnóstico e a divulgação de áreas com potencial para futuros geoparques no território nacional. O Brasil contém testemunhos de praticamente todas as eras geológicas e uma imensa extensão territorial, o que lhe garante um grande potencial para a proposição e o surgimento de novos geoparques.
A CPRM já apresentou propostas de 24 Geoparques de norte a sul do Brasil. Em 2019, outras 3 propostas serão desenvolvidas. A iniciativa representa, no entanto, somente o passo inicial para o futuro geoparque, a posterior criação deve ser gerenciada por autoridades públicas, comunidades locais e interesses privados atuando em conjunto. Diversos projetos de aspirantes a geoparques vêm registrando avanços no caminho da sua efetivação, como por exemplo, Caminhos dos Cânions do Sul – RS/SC, Morro do Chapéu – BA, Seridó – RN, Uberaba – MG, Bodoquena Pantana l- MS, Costões e Lagunas do Rio de Janeiro-RJ e Cachoeiras do Amazonas-AM.

Rede Global de Geoparques

A Rede Global de Geoparques (Global Geoparks Network – GGN) é uma rede internacional assistida pela UNESCO que fornece uma plataforma de cooperação entre os geoparques e reúne órgãos governamentais, não governamentais, cientistas e comunidades de todos os países ao redor do mundo em uma parceria global. Atualmente é formada por 140 geoparques distribuídos em 38 países. O Brasil possui um geoparque integrado na RGG, o Geoparque Araripe.

Box: Geoparque Araripe

Único geoparque do Brasil, em 2015, passou a ser considerado o primeiro Geoparque Global da UNESCO nas Américas. Está localizado na área que compreende seis municípios cearenses: Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri, totalizando 3.796 quilômetros de extensão.

Entre os geossítios que o compõem estão alguns de interesse científico relevante, como o Parque dos Pterossauros, Pedra Cariri e a Floresta Petrificada do Cariri. Outros se destacam por conter, além do interesse geológico, valores históricos e culturais, como a Colina do Horto, Ponte de Pedra, Cachoeira de Missão Velha e o Pontal de Santa Cruz. Há, ainda, os que se destacam pelo alto interesse ecológico, como o Riacho do Meio e o Batateiras.

É reconhecido pela UNESCO como maior detentor de registros fósseis do planeta do Cretáceo Inferior. No Araripe está mais de um terço de todos os registros de pterossauros descritos no mundo, além de achados geológicos e paleontológicos inéditos desde os primeiros anos do século XIX, com registros entre 110 e 70 milhões de anos em bom estado de preservação.

Fonte: CPRM

Estudo revela que o bioma da Amazônia é maior que os limites oficiais

Estudo revela que o bioma da Amazônia é maior que os limites oficiais

Estudo cientifico revela que o bioma da Amazônia é maior que os limites oficiais. Um trabalho publicado na última edição da revistaBiodiversity and Conservation intituladoRedefining the Cerrado–Amazonia transition: implications for conservation” (Redefinindo a transição Cerrado-Amazônia: implicações para a conservação, em português), revela que a Amazônia é maior e está localizada mais ao sul do que indicam os limites oficiais. Segundo o líder dos estudos Ben Hur Marimon Junior, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), a fronteira entre a Amazônia e o Cerrado não está adequadamente posicionada e não é uma simples linha divisória como consta nos mapas oficiais.

Transição Cerrado-Amazônia (TCA)

A Transição Cerrado-Amazônia (TCA) no Brasil é a maior transição savana-floresta do mundo. No entanto, é representada em mapas oficiais do governo brasileiro como uma simples linha que separa os dois biomas. O estudo publicado demonstra que a TCA é de fato ampla, complexa e que sua representação linear tradicional não é adequada para reconhecer e conservar a biodiversidade nesta região. Ben-Hur Marimon diz que não pode precisar ainda de quanto seria este acréscimo no tamanho da Amazônia, mas a sua fronteira com o Cerrado deve ser reconsiderada como uma extensa faixa, com larguras que podem chegar até 250 km. “É preciso reposicionar a Amazônia e o Cerrado nos mapas oficiais para melhor adequar os dois maiores biomas brasileiros às leis e políticas públicas de proteção da biodiversidade”, defende o pesquisador.

Segundo Eduardo Queiroz Marques, da Unemat, existem falhas nos mapas oficiais, que eram baseados na antiga tecnologia de imagens de radar dos anos 1970. “Estas antigas técnicas de mapeamento não permitiam o mesmo nível de detalhamento que temos hoje” que temos hoje”, revela Eraldo Matricardi, especialista em mapeamento por satélite da Universidade de Brasília (UnB). “Uma das consequências da imprecisão dos antigos mapas é que alguns tipos de florestas, que eram comuns no sul da Amazônia, foram confundidos com cerrado denso, um tipo de vegetação menos protegido pela legislação, tanto pelo novo quanto o antigo Código Florestal. Assim, complexidade dos limites das florestas tropicais da savana foi mal compreendida e deturpada pelos mapas atuais, ameaçando seriamente a complexa biota da TCA”, explica Beatriz Marimon, da Unemat.

amazônia mapeamento

A linha entre os biomas do estudo (em azul) não coincide com a do mapeamento oficial do IBGE (em preto).

O estudo leva em conta 30 anos de análises, nas quais os pesquisadores observaram que a TCA sofreu mais desmatamento do que as florestas e savanas em cada bioma individual (Amazônia e Cerrado). Como consequência, as perdas de vegetação atingiram níveis próximos ao colapso em áreas de intensa atividade humana. “Junto com a vegetação perdemos também espécies de animais nesta região única de biodiversidade”, revela Guarino Colli, zoólogo da UnB e coautor do estudo.

Os pesquisadores concluíram que as imprecisões no mapeamento oficial permitiram que o desmatamento atingisse níveis excessivos. “A agropecuária é o grande motor do desenvolvimento do Centro-Oeste brasileiro, mas é preciso garantir a manutenção das florestas nativas para que elas continuem cumprindo o seu papel de regulação climática. Por isso, apontamos para a necessidade urgente da criação de uma zona especial de amortecimento ao sul e sudeste da Amazônia para preservar a vegetação e garantir chuvas regulares para as lavouras e pastagens da região”, alerta Ben Hur Marimon.

Fonte: O ECO

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CPRM finaliza estudos geológicos no Rio Grande do Sul

CPRM finaliza estudos geológicos no Rio Grande do Sul

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) vai apresentar para comunidade científica, órgãos governamentais e investidores do setor mineral estudos geológicos que investigam potencialidades e identificam recursos minerais no Estado do Rio Grande do Sul. Serão apresentadas notas explicativas elaboradas em escala de 1:100 000 das Folhas Bagé e Santa Maria e o Informe Levantamento Geoquímico do Escudo do RS. O evento ocorre no Auditório da Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), dia 10/12, às 14h.

O Levantamento Geoquímico do Escudo do Rio Grande do Sul amplia dados para prospecção de metais base (cobre, chumbo, zinco, etc.), preciosos (ouro, prata, etc.) e agrominerais (fósforo, potássio, nitrogênio, etc.) em uma grande região do Estado que já possui tradicionalmente exploração mineral como em Lavras do Sul e Minas do Camaquã. O estudo oferece como resultado banco de dados geoquímicos que abrange uma área de 65 mil km² e contempla 3.277 e 3.214 pontos de amostragem disponível para empresas do setor mineral. Foram identificadas 19 áreas anômalas definidas pela maior quantidade de concentrações de teores elevados de um elemento em relação aos demais em determinada área e dos concentrados de minerais pesados.

Estufdos geológicos de Amostra de vegetal fóssil (Flora de Dicroidium) na Folha Santa Maria

Amostra de vegetal fóssil (Flora de Dicroidium) na Folha Santa Maria

 

“Nestas áreas é recomendada a elaboração de estudos geológicos exploratórios de maior detalhe, com ênfase na busca de ocorrências minerais inéditas, agregando interpretações estruturais, geofísicas e de imagens de sensores remotos, que poderão gerar alvos localizados. Com este lançamento, estamos fortalecendo nosso papel de gerar conhecimento geológico com o objetivo atrair investimentos para a descoberta de novos depósitos minerais, bem como gerar informações básicas para o planejamento territorial”, explica o diretor de Geologia e Recursos Minerais da CPRM, José Leonardo Andriotti.

Ouro na Campanha

O mapeamento da Folha Bagé abrange cerca de 3 mil km² e aponta que a atividade extrativa mineral é exercida através da produção de calcários para corretivo de solo, de pedra britada para a construção civil em pedreiras de granito, pela extração de saibro para uso em estradas vicinais, além de areia e cascalho para uso na construção civil. Os estudos geológicos contaram com análises geoquímicas que identificaram a presença de zonas anômalas para ouro. A maior parte está relacionada com os granitoides da Suíte Cerro Preto e o Granito Saibro e em menor proporção à Suíte Santo Afonso.

Estudos Geológicos na Mina de mármore Hulha Negra na Folha Bagé

Mina de mármore Hulha Negra na Folha Bagé

 

Estudos Geológicos de Sítios Fossillíferos

O mapa geológico da Folha Santa Maria evidencia a importância da região para as pesquisas paleontológicas por meio do conjunto expressivo de rochas da Bacia do Paraná com idades que variam entre 252 (Triássico) a 120 (Cretáceo) milhões de anos que possui, e pela presença de fósseis que identificam o início da diferenciação morfológica evolutiva das duas linhagens dos vertebrados, que hoje compreendem os jacarés e crocodilos de um lado, e os dinossauros e aves de outro. Foi também nesse período que os primeiros ancestrais dos mamíferos desenvolveram o homeotermia (condição de possuir o corpo com temperatura constante ou sangue quente). Foram identificados 27 sítios fossíliferos históricos na área mapeada. Na área de mapeamento e estudos geológicos foram cadastrados 29 jazimentos minerais, na maioria, representados por lavras de agregados para construção civil, como areia, brita e material de empréstimo. Foi identificada uma área de garimpo relacionada à extração de ametista e ágata em basaltos já extinta.

Além da Folha Bagé e Santa Maria, nos últimos oito anos, foram executados no RS levantamentos e estudos geológicos básicos de sete folhas em escalas de mapeamento 1:100.000: Aceguá, Bagé, Curral de Pedras, Hulha Negra, Lagoa da Meia Lua, Passo de São Diogo e Sobradinho. Essas folhas estão localizadas nas porções centro e centro-sul do estado, região que tem como atividade econômica principal o setor agropecuário, com a indústria extrativa mineral subordinada, principalmente com produção de carvão em Candiota e Hulha Negra e calcário para corretivo de solo próximo a Bagé.

Fonte: CPRM

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