RESTEC lança promoção para o AW3D e imagens de Radar/SAR do PALSAR-2

RESTEC lança promoção para o AW3D e imagens de Radar/SAR do PALSAR-2

A operadora japonesa RESTEC lançou uma promoção para aquisição de produtos de topografia por satélite AW3D e imagens de Radar/SAR do PALSAR-2. O que motivou a RESTEC a lançar esta promoção foi o de oferecer de produtos e serviços que possam ser adquiridos no período de pandemia e isolamento social, portanto com restrições ou sem a necessidade de trabalhos de campo.

aw3d RESTEC

PALSAR-2

As imagens de radar do sensor PALSAR-2 (Phased Array type L-band Synthetic Aperture Radar 2) se constitui em um Radar/SAR (banda – L) que está a bordo do satélite  ALOS 2 (Advanced Land Observing Satellite 2). A obtenção de imagens de radar independem das condições meteorológicas como em localidades com grande presença de nuvens e névoas.

Produtos disponíveis
  • SpotLight (SPT): Spotlight mode
  • Resolução espacial: 1m ou 3m
  • Swath: 25km

 

  • StripMap (SM): Alta resolução espacial
  • Resoluções espaciais: 3m, 6m, e 10m
  • Swath: 50km ou 70km

Os pedidos devem ser realizados até o dia 25 de dezembro de 2020.

Descontos de até 50% do preço de tabela somente para instituições de ensino e pesquisa.

Palm Islands em Dubai - Emirados Árabes Unidos

Palm Islands em Dubai – Emirados Árabes Unidos

AW3D

O AW3D compõem produtos e soluções de Modelos Digitais de Elevação (MDE), sejam Modelos Digitais de Superfície (MDS) e Modelos Digitais de Terreno (MDT) gerados através de topografia por satélite. Essas tecnologias são conhecidas no mercado pela grande precisão e acurácia, facilidade na aquisição, vasto acervo, aplicações em diversos mercados e por ser uma tecnologia de baixo custo financeiro sem a necessidade de trabalhos de campo para coletas de Pontos de Controle (GCP’s).

Produtos disponíveis
AW3D Standard
  • MDT: 2,5m de resolução espacial
  • Curvas de nível: 10m
  • Imagens de satélite ortorretificadas: 50cm de resolução espacial
AW3D Enhanced
  • MDT: 1m de resolução espacial
  • Curvas de nível: 1m
  • Imagens de satélite ortorretificadas: 50cm de resolução espacial

Os pedidos devem ser realizados até o dia 30 de novembro de 2020

AW3D Enhanced – Congonhas – MG

 

Entre em contato com a equipe comercial da TecTerra através do telefone (31) 3071-7080, do WhatsApp (31) 9 8272-8729 ou pelo e-mail contato@tecterra.com.br para obter mais informações  sobre as condições comerciais da promoção.

 

Texto de: Lucas A. Camargos – Diretor Técnico da TecTerra Geotecnologias – lucas.camargos@tecterra.com.br

TecTerra assina contrato com a AxelSpace para distribuição de imagens de satélite em Plataforma WEB

TecTerra assina contrato com a AxelSpace para distribuição de imagens de satélite em Plataforma WEB

No mês de setembro de 2020 a TecTerra assinou contrato com a startup japonesa AxelSpace para a distribuição de soluções em sensoriamento remoto a partir da constelação de satélites GRUS. O GRUS é um microssatélite de observação da terra com câmera acoplada capaz de adquirir imagens com 2,5 m de resolução espacial. O primeiro satélite foi lançado em 2018 e outros 4 serão lançados ainda em 2020. A intenção da AxelSpace é ter a constelação de 20 satélites em órbita até 2022.

O GRUS captura imagens no espectro pancromático (escala de cinza)  com 2,5 m de resolução espacial. Ainda fornece imagens de satélite multiespectrais (coloridas) nas  bandas azul, verde, vermelho, vermelho limítrofe – RedEdge (útil para análise de vegetação) e infravermelho próximo. Apesar de ser um microssatélite, ele utiliza o que há de mais moderno em tecnologia óptica e de sensores para fornecer imagens com mais de 57 km de largura, permitindo uma cobertura altamente eficiente da superfície terrestre.

Especificações técnicas básicas do GRUS
  • Lançamento: GRUS-1A em dezembro de 2018 e mais 4 satélites idênticos em outubro de 2020
  • Órbita: Héliosíncrona com altitude de 600km
  • Resolução espacial: 2,5 metros no modo pansharpened
  • Bandas: Vermelho, verde, azul, infravermelho próximo e RedEdge (vermelho limítrofe)
  • Swath (faixa de imagemamento): 57 km +
  • Bits: 12 bits
  • Comercialização: Plataforma WEB
  • Aquisição: acervo e programação (nova coleta)

A constelação de satélites GRUS atualizará as imagens da Terra diariamente, permitindo usos para monitoramento e análises históricas para os setores da agricultura, silvicultura, pesca, mapeamentos diversos, GIS e monitoramento de desastres.

NDVI em cultivos agrícola - Brasília, DF

NDVI em cultivos agrícola – Brasília, DF

Diferenciais da AxelSpace: Plataforma WEB e banda RedEdge (vermelho limítrofe)

Além da inovação na esfera da engenharia aeroespacial, a AxelSpace  apresenta o sistema AxelGlobe que permite o acesso em nuvem ao banco de imagens, utilizando-se um navegador comum para a visualização de todas as imagens da área de interesse a ser mapeada.

Outro diferencial, o GRUS fornece a banda RedEdge (vermelho limítrofe) que se aplica muito bem para estudos de vegetação no que diz respeito à análise de clorofila e estresse hídrico, para fins de planejamento de irrigação e melhoria da qualidade de plantio.

A partir de então a TecTerra passa a ser uma das maiores provedoras de dados de sensoriamento remoto orbital no Brasil e incorpora em seu portfólio soluções diversas para análise espaciais e monitoramentos em curto espaço de tempo.

A AxelSpace estará junto com a TecTerra em um painel no Congresso da Agência Espacial Brasileira (AEB) a ser realizado concomitantemente à RM Vale TI 2020.

Para saber mais sobre as aplicações das soluções da AxelSpace e do GRUS e condições comerciais entre em contato com a nossa equipe comercial pelos telefones ou WhatsApp’s (31) 9 8272-8729, (31) 9 9817-5638, (31) 3071-7080 ou pelo e-mail contato@tecterra.com.br.

Texto de Christian Vitorino – Diretor de Novos Negócios da TecTerra Geotecnologias – christian.vitorino@tecterra.com.br

Sensoriamento remoto é usado para comprovar perdas agrícolas

Sensoriamento remoto é usado para comprovar perdas agrícolas

Os produtores rurais e os agentes do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) vão poder usar ferramentas digitais e de sensoriamento remoto para a comunicação e a comprovação das perdas agrícolas, além das análises e julgamento dos pedidos de cobertura.

A Resolução nº 4.796, publicada pelo Banco Central na última quinta-feira (2/4), define a adoção da medida de forma temporária pelo Conselho Monetário Nacional, devido às restrições de mobilidade impostas em razão da Covid-19 que dificultam a comprovação presencial normalmente realizada pelos técnicos do governo.

Aplicações do SATVeg 

O Sistema de Análise Temporal da Vegetação (SATVeg), desenvolvido pela Embrapa, poderá ser consultado para verificação das perdas agrícolas do Proagro.

A tecnologia permite a observação de séries temporais de índices de vegetação por meio de imagens de satélite MODIS, oferecendo apoio a atividades de monitoramento agrícola e ambiental em toda a América do Sul.

O sistema auxilia em análises relativas ao uso e cobertura da terra, possibilitando observar a frequência com que as áreas agrícolas do País sofrem alterações. Com ele, pode-se identificar o que é uma cultura anual, pasto ou mata, por exemplo, além de acompanhar o ciclo de uma cultura agrícola e sua intensificação.

Será permitida ainda consulta a informações disponibilizadas no Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), além de laudos, comunicados ou documentos semelhantes emitidos pelas empresas de assistência técnica e extensão rural regionais (Ematers).

As ferramentas públicas devem ser capazes de aferir, com segurança, as informações necessárias à efetiva mensuração das perdas agrícolas decorrentes de evento adverso, além das informações de produtividade divulgadas pelos órgãos estaduais de assistência técnica e extensão rural, de acordo com a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul.

“O SATVeg foi criado para facilitar análises sobre a dinâmica da vegetação e tem o potencial de auxiliar no acompanhamento do desenvolvimento vegetativo das culturas, podendo ser bastante útil para a verificação das informações fornecidas pelo setor produtivo” conta o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária, Júlio Esquerdo

A ferramenta mostra a variação da vegetação ao longo do tempo; por isso, é excelente para monitorar a produção e, inclusive, acompanhar as perdas agrícolas. Com ela é possível apoiar a identificação de áreas desmatadas, de regeneração e áreas agrícolas, entre outras.

No caso da soja, por exemplo, em um ano no qual haja um comportamento anormal, em que a cultura não se desenvolveu muito em função de estiagens ou veranicos, isso pode ser verificado por meio dos perfis espectro-temporais observados nas curvas dos índices de vegetação das imagens de satélite.

“E pode-se associar essa situação a certas condições como menor produtividade, perda da safra etc.”  explica o pesquisador Alexandre Coutinho, também da Embrapa Informática Agropecuária João Antunes, um dos desenvolvedores da tecnologia que integra a equipe da Embrapa Informática Agropecuária , complementa:

“Essa ferramenta tem um potencial de aplicação muito grande no acompanhamento do ciclo fenológico das culturas agrícolas. A adoção do SATVeg pelo Banco Central para comunicação de perdas do Proagro pode acelerar a parceria com a Embrapa no sentido de evoluir a ferramenta mais rapidamente, a partir de novos sensores e plataformas”

Imagens de satélite de alta resolução espacial

Uma das linhas de desenvolvimento é usar imagens com melhor resolução espacial, para monitorar talhões e áreas produtivas menores, mais características das regiões Sul e Sudeste do País. Hoje o sistema usa imagens obtidas pelo sensor MODIS, a bordo dos satélites Terra e Aqua, com resolução espacial de 250 metros, que são ideais para monitorar grandes áreas agrícolas, por exemplo. As tecnologias de monitoramento e de sensoriamento remoto e da área de tecnologia da informação são muito dinâmicas. O desenvolvimento de sensores, o lançamento de novos satélites e as imagens obtidas por vants, os veículos aéreos não tripulados, podem ser aproveitados para aperfeiçoar a ferramenta, na visão dos pesquisadores.

Com relação à produtividade, saber qual a porcentagem de perdas agrícolas depende de modelos matemáticos que façam essa estimativa.

“Para isso, precisamos de uma quantidade enorme de dados para analisar as variações das curvas de produtividade” afirma Coutinho

Uma das frentes de pesquisa para aperfeiçoamento da tecnologia é integrar as perdas agrícolas informadas pelos produtores e as curvas geradas pelo sistema, permitindo monitorar as safras com mais precisão.

“As tecnologias digitais são ferramentas imprescindíveis, especialmente no momento atual, para facilitar a tomada de decisão, tanto pelos gestores públicos como por produtores rurais. A Embrapa tem se preparado cada vez mais para atender a essas demandas e vem investindo em pesquisas na área de tecnologia da informação e comunicação para levar soluções tecnológicas ao setor agropecuário” destaca a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá

Fonte: MundoGeo

Para saber mais sobre aplicações de geotecnologias para perdas de safras, agronegócio e silvicultura, acesse  https://tecterra.com.br/agronegocio/, https://tecterra.com.br/silvicultura/ ou entre em contato com a nossa equipe: 31 3071-7080 | (11) 9 7576-9123 | (31) 9 9817-5638 ou contato@tecterra.com.br.

Pesquisadores da CPRM e IRD realizam estudo inédito no Estuário Amazônico para monitorar inundações via satélites

Pesquisadores da CPRM e IRD realizam estudo inédito no Estuário Amazônico para monitorar inundações via satélites

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ICESAT-2 será um dos satélites que fornecerá dados sobre o nível da superfície da água e profundidade do rio Amazonas para monitorar inundações

Todos os anos as populações que vivem próximas às margens do Estuário Amazônico são afetadas por inundações, sendo os efeitos de maré um dos principais problema. Na quarta-feira (29/1/2020), pesquisadores em Geociências do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento da França (IRD) deram início a um estudo inovador, para monitorar inundações, que utiliza dados de satélite pelos próximos cinco anos para monitorar a extensão desses fenômenos danosos. Com isso, espera-se aprimorar as previsões de inundações na região.

Esta pesquisa é fruto de um acordo firmado entre a CPRM e o IRD, em novembro de 2019. E foi considerada como ação prioritária por conta das variações climáticas na maior bacia hidrográfica do mundo, que resulta em variabilidade acentuada na vazão do rio Amazonas. Além disso, os dois principais centros urbanos do estuário amazônico são Macapá, capital do Amapá, e Belém, capital do Pará. Nesses municípios, estima-se que 30% dos habitantes atualmente estejam expostos a eventos hidrológicos extremos, como as inundações. Vale ressaltar que nos próximos 20 anos a população dessas cidades deve dobrar.

Entre os dias 29/1 e 11/2, nove cientistas da CPRM, IRD, Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) coletaram dados de vazão, mediram a declividade do rio (batimetria) e perfis de linha de água para validar os dados de satélites da Agência Espacial Francesa (CNES) e da NASA. Entre eles, destacam-se: ICESAT-2, SENTINEL-3 e JASON-3.

O uso dessas tecnologias espaciais permite medir o nível da superfície de água e a profundidade do rio para monitorar inundações. A equipe científica concentrará parte dos estudos em Óbidos, no estado do Pará, por conta dessa área ser referência na alta quantidade de água que corre no rio Amazonas. De acordo com o engenheiro hidrólogo da CPRM, Victor Paca, a maior medição de vazão em Óbidos foi de 298.000m³/s, cuja distância até o Oceano Atlântico em linha reta é de 780km. Isso equivale a 298 mil caixas d’água de mil litros passando no rio por segundo.

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Durante a campanha, os cientistas saíram do ponto 5 até o ponto 12

“Em especial essa será uma campanha de validação, onde coletamos dados durante todo o percurso para validar os dados dos satélites, permitindo avaliar a qualidade dos dados tanto para pesquisa quanto para aplicações no monitoramento hidrológico. Essas informações vão ajudar a validação também do satélite SWOT que será lançado em 2021. Também instalaremos cerca de quatro linígrafos, pois temos o interesse de medir a variação do nível do rio em uma frequência maior de forma a detectar os efeitos de maré”, destacou Daniel Moreira, engenheiro cartógrafo da CPRM.

Detalhes da campanha 29/01 – Saída do barco para Macapá.
De 29/01 até 1/2 – Percurso de Macapá até Santana.
De 2 a 8/2 – Medições de vazão e tentativa de instalação de linígrafos no trecho de Macapá/Santarém.
De 9/2 até 11/2 – Medição de vazão em Óbidos e levantamentos na linha de passagem do SWOT próximo a Santarém.
11/2 – fim da campanha em Santarém.

Pedro Henrique Santos
Assessoria de Comunicação
Serviço Geológico do Brasil (CPRM)

Fonte: Adaptado de Serviço Geológico do Brasil – CPRM

E para saber mais sobre monitoramento por satélite, imagens de satélite e tecnologias, acesse https://tecterra.com.br/monitoramento-por-imagens-de-satelite/ ou entre em contato com a nossa equipe: 31 3071-7080 | contato@tecterra.com.br.

Gestão territorial em áreas piloto na Amazônia

Gestão territorial em áreas piloto na Amazônia

A Embrapa iniciou projeto que ajudará na gestão territorial dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão e Roraima. É o TERRAMZ- Conhecimento Compartilhado para Gestão Territorial Local na Amazônia, que busca realizar o levantamento, monitoramento e análise de dados geoespaciais sobre o uso da terra, degradação florestal, incêndios, queimadas e disponibilidade de recursos naturais em áreas pilotos de cinco estados envolvidos.

gestão territorial

Equipe da Embrapa Roraima em capacitação para uso de drone nas atividades do Projeto TERRAMAZ

O TERRAMAZ faz parte do Projeto integrado da Amazônia, financiado pelo Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A iniciativa trabalha com metodologias participativas, bases de dados e geração de mapas das regiões. De acordo com o pesquisador da Embrapa Haron Xaud, coordenador do projeto, o TERRAMZ trará inovações quanto à disponibilização de informações espaciais para a gestão de territórios menores, com coleta e organização de dados em uma escala local, focando em municípios, vilas, vicinais, propriedades rurais e seu entorno.

“Esperamos que esse mapeamento funcione como uma ferramenta de planejamento para a ocupação e redirecionamento das atividades numa perspectiva abaixo da escala de município”, comenta.

O pesquisador explica que a gestão territorial envolve processos de levantamentos de dados e informações de várias naturezas e em diferentes escalas, permitindo um entendimento integrado dos espaços geográficos.  “Assim, um ordenamento territorial em escala local na Amazônia seria um instrumento importante para guiar o uso adequado dos ambientes e ajudar na criação de planos de desenvolvimento mais sustentáveis para a região”, diz Xaud.

Todas as informações e materiais gerados no projeto serão disponibilizados em formato e linguagem acessível, buscando auxiliar os atores envolvidos nos processos de tomada de decisão quanto às melhores estratégias para a construção de planos de desenvolvimento e elaboração de políticas públicas.

gestão territorial

Mapas dos municípios da região sul de Roraima elaborados pelo projeto TERRAMAZ

Caráter Participativo

O projeto tem como destaque a construção participativa do conhecimento territorial, com ações junto às populações locais e incentivo à troca de saberes.  Para isso, prevê a realização de oficinas voltadas para o levantamento e organização do conhecimento dos agricultores sobre tópicos como o uso do solo, clima, aptidão agrícola, zoneamentos, organização do espaço rural, incêndios florestais e desmatamento.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Maristela Xaud, a ideia é fazer o mapeamento participativo das propriedades e do seu entorno pelos próprios agricultores. “Queremos realizar um exercício de construção de conhecimentos para a extração de uma percepção comunitária sobre os problemas ambientais mais importantes nos territórios do projeto”, comenta.

A formação dos agentes multiplicadores locais é outra questão importante trabalhada no TERRAMZ. O intuito é formar profissionais para atuação na produção e interpretação de mapas e utilização de dados disponíveis sobre as áreas pilotos, contribuindo com a gestão territorial local. Assim, serão realizadas capacitações e treinamentos em gestão territorial local, uso da terra, degradação florestal, recursos naturais e adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

gestão territorial

Compartilhamento de conhecimento com produtor

Ações nos Estados

O TERRAMZ trabalhará com atividades específicas em cada estado. No Acre, a região atendida tem como eixo a BR 364, na tríplice fronteira entre Acre, Amazonas e Rondônia, representando uma área de cerca de 600 mil hectares; é composta ainda de ações no município de Cruzeiro do Sul. A Embrapa Acre é coordenadora das ações neste território. Os pesquisadores serão responsáveis pela criação das bases para a estruturação de um sistema de Gestão Territorial Local de caráter participativo. Essa ação envolve a integração do conhecimento e dos resultados gerados nas demais atividades do TERRAMZ.

Em Roraima, os trabalhos ocorrerão nos municípios da região sul do Estado (Rorainópolis, São Luiz, São João da Baliza, Caroebe e Caracaraí), com utilização de drones para mapeamento participativo de pastagens, mapeamento e seleção de árvores matrizes em área de coleta de sementes e mapeamento de propriedades rurais, entre outras atividades.

No Amapá, o trabalho será desenvolvido no Território do Bailique, localizado a cerca de 200 quilômetros da cidade de Macapá (capital do estado), na foz do rio Amazonas, sob a coordenação da Embrapa Amapá. O foco será a pesquisa para a integração dos conhecimentos tradicionais associados ao extrativismo dos açaizais nativos, com a utilização de drones para a identificação espacial e o mapeamento da ocorrência desses açaizais sob diferentes regimes de uso.

No Estado do Amazonas, também serão utilizados drones para levantamento e caracterização do potencial de ocorrência de castanheiras no município de Manicoré, no sul do Estado, com monitoramento de 1.200 hectares. A coordenação das atividades será realizada pela Embrapa Amazônia Ocidental.

Já no Maranhão, o projeto estudará a dinâmica de desmatamento e uso da terra através do mapeamento participativo com pescadores e quebradeiras de coco no assentamento agroextrativista Bacuri, no município de Cajari, na Baixada Maranhense. As atividades serão coordenadas pela Embrapa Cocais.

Em todos os territórios envolvidos no projeto, serão realizadas análises da dinâmica de uso da terra a partir de dados existentes em escala de município, visando a divulgação e discussão nas comunidades envolvidas.

gestão territorial gestão territorial

Equipe do TERRAMAZ de Roraima e Acre em articulação junto à Associação dos Pequenos Produtores do Projeto Reca,em Vila Nova Califórnia – RO

Queimadas e Incêndios

Outro ponto de destaque do projeto são as atividades relacionadas às queimadas e incêndios florestais. O TERRAMZ realizará o monitoramento e avaliação da degradação florestal por incêndios, com previsão de criação de sistema de alerta participativo em nível local. A estratégia de atuação para este tema será coordenada pela Embrapa Roraima, apoiando as atividades de monitoramento de focos de calor, risco de fogo e alertas nos demais estados participantes do projeto.

Clarice Rocha (MTb 4733/PE)
Embrapa Roraima

Contatos para a imprensa

Telefone: (95) 4009-7114

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac

Fonte: EMBRAPA

A TecTerra Geotecnologias realiza serviços de mapeamentos para diversos mercados, inclusive para a temática ambiental e gestão territorial. Entre em contato conosco através do telefone (31) 3071-7080 ou do e-mail contato@tecterra.com.br para mais informações.

TecTerra passa a comercializar imagens noturnas e vídeos do satélite Jilin-1

TecTerra passa a comercializar imagens noturnas e vídeos do satélite Jilin-1

A TecTerra Geotecnologias se torna revenda autorizada da operadora Chang Guang Satellite da China e comercializará as imagens de satélite Jilin-1 Luminous e Jilin-1 Static e vídeos do Jilin-1 Vídeo.

CG Satellite Jilin

A operadora Chang Guang Satellite tem sede na China e foi fundada no ano de 2014. Ela atua na construção de satélites e seus componentes, em suas operações e na prestação de serviços de sensoriamento remoto, geoprocessamento e cartografia. As perspectivas da Chang Guang Satellite são que em 2020 a constelação tenha 60 satélites com capacidade de adquirir dados a cada 30 minutos de qualquer parte da Terra. Em 2030 objetiva-se que a rede totalize 138 satélites com capacidade de adquirir informações a cada 10 minutos de qualquer parte da superfície terrestre.

Jilin-1 Luminous

O Jilin-1 Luminous é o primeiro satélite comercial do mercado de sensoriamento remoto com capacidade de aquisição de imagens noturnas com alta resolução espacial (90 centímetros). As aplicações são em monitoramentos na iluminação pública, de queimadas, estimativas populacionais, socioeconômicas, consumo de eletricidade, visualização de barcos pesqueiros em alto mar e estimativas de poluição luminosa.

Veja as especificações técnicas básicas do Jilin-1 Luminous
  • Resolução Espacial: 90 centímetros
  • Lançamento: outubro de 2015
  • Produto: Imagens noturnas
  • Revisita: 9 dias
  • Aquisição: mediante acervo (arquivo) e programação (novas coletas)

 

imagem de satélite Jilin

Paris capital da França

Jilin-1 Vídeo

O Jilin-1 Vídeo gera vídeos em alta resolução espacial em 4K HD e 10 FPS que permitem monitoramentos de eventos em obras de engenharia, vias, rodoviais, ferroviais e eventos. Ele disponibiliza suas informações com dados existentes (arquivo) ou de novas aquisições (programação).

Veja as especificações técnicas básicas do Jilin-1 Vídeo
  • Resolução Espacial: 1,13 metros ou 92 centímetros em 4K HD e 10 FPS
  • Lançamento: outubro de 2015
  • Quantidade de satélites: 56
  • Bandas: Vermelho (R), Verde (G), Azul (B) e Infravermelho Próximo (IR)
  • Duração dos vídeos: Até 120 segundos com possibilidade de vídeos de 10, 30 ou 60 segundos
  • Revisita: 4,5 dias
  • Aquisição: mediante acervo (arquivo) e programação (novas coletas)

Adis Abeba capital da Etiópia

Jilin-1 Static

O Jilin-1 Static gera imagens de alta resolução espacial (72 centímetros) a partir de uma grande constelação de satélites (total de 10) e idênticos entre si. Isso permite uma alta revisita (resolução temporal) e a facilidade na obtenção de imagens de satélite atualizadas.

Veja as especificações técnicas básicas do Jilin-1
  • Resolução Espacial: 72 centímetros
  • Lançamento: lançamentos a partir de outubro do ano de 2015
  • Quantidade de satélites: 10
  • Bandas: Vermelho (R), Verde (G) e Azul (B)
  • Revisita: Até duas vezes ao dia na mesma localidade da Terra
  • Aquisição: mediante acervo (arquivo) e programação (novas coletas)

 

Fukui Jilin

Fukui no Japão

Em breve disponibilizaremos em nosso site mais informações sobre os produtos e soluções da operadora Chang Guang Satellite. Para mais informações técnicas, condições comerciais e para obter uma amostra de uma imagem de satélite entre em contato conosco através do e-mail contato@tecterra.com.br, do WhatsApp (31) 9 8272-8729 ou do telefone (31) 3071-7080.